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11 de dezembro de 2010

Adoptado acordo sobre alterações climáticas em Cancun


O acordo concluído hoje inclui a criação de um Fundo Verde, uma ajuda de cem milhões de dólares anuais para os países em desenvolvimento a partir de 2020. A totalidade do acordo discutido na cimeira sobre alterações climáticas em Cancun, que inclui a criação de um Fundo Verde para ajuda aos países em desenvolvimento, foi adoptada este sábado.

«Esta é uma nova era internacional da cooperação em termos de alterações climáticas», afirmou a ministro mexicanos dos Negócios Estrangeiros, Patrícia Espinosa.

Apesar dos aplausos da maior parte dos delegados presentes, a Bolívia discordou deste acordo por este fazer exigir pouco das nações desenvolvidas em termos de cortes nos gases de efeito estufa.

16 de novembro de 2010

COP16 e CMP 6, Cancun, Mexico


A pouco menos de uma semana do início da nova ronda de negociações que terá lugar em Cancun, México, já começaram os trabalhos organizatórios na "messe" onde decorrerá o encontro. A 16ª COP (Conference of the Parties) e a 6ª CMP (Conference of the Parties serving to Kyoto Protocol) decorrerá entre 29 de Novembro e 10 de Dezembro de 2010. O objetivo é, recorde-se, acordar de forma vinculativa os termos de um protocolo que suceda ao Protocolo de Quioto, que cessa os seus efeitos em 2012. Há um ano, em Copenhaga, o objetivo não foi atingido, na medida em que os representantes de alguns Estados não possuíam mandato suficiente de representação destes, pelo que não se puderam comprometer com um tratado vinculativo (caso dos Estados Unidos e da Austrália, por exemplo), enquanto outros Estados não quiseram comprometer unilateralmente, ou sem ver satisfeitas certas contrapartidas. Assim, o acordo possível foi este. Ao longo do ano foi possível constatar uma evolução das consciências, mas nada que nos permita encarar com verdadeiro otimismo a nova ronda negocial, sobretudo tendo em atenção o recente resultado das eleições norte-americanas.

19 de dezembro de 2009

01.02 CET: Não há acordo! Os EUA consideram ter havido um acordo significativo, que contudo os especialistas mundiais reputam de insuficiente para concretizar os objectivos de redução da progressão do aquecimento global aos níveis actuais. O documento foi subscrito pelos EUA, China, México, África do Sul e Índia e visa alcançar o compromisso genérico dos Estados em manterem o aquecimento do planeta em valores abaixo dos 2º, bem como no auxílio aos países em desenvolvimento com uma verba de 30 biliões de dólares. O documento é muito genérico, e os países mais pequenos olham-no com desconfiança, não estando garantido que o venham a subscrever. O desafio internacional persiste portanto, pelo que dentro de seis meses as conversações prosseguirão, com o objectivo de se acordarem as bases de um acordo, numa conferência (COP-16) a realizar no Mexico, em Novembro de 2010. A próxima ronda negocial prosseguirá em Bona, em Junho ou Julho de 2010.
01.00 CET: Ainda não há conclusões. Aparentemente, os EUA e a China continuam a debater o que são as posições mais antagónicas no COP-15: a China pretende acordar numa redução de emissões sem controlo de nenhuma entidade terceira, os EUA pretendem que o valor da redução na emissão de CO2, se cifre em 17%, mas com controlo de uma entidade terceira.

14 de abril de 2009

Final press conference, Bonn 2009

Terminou a Conferência de Bona que lança a Cimeira de Copenhaga a ter lugar entre 7 e 18 de Dezembro com o objectivo de preparar um compromisso entre os Estados que deverá suceder ao Protocolo de Quioto para redução e controlo de emissão de gases provocando efeito de estufa. Nem todos os objectivos foram atingidos em Bona, mas há uma maior aproximação entre as partes no que tange à tolerância de valores das quotas. Regista-se uma maior flexibilidade na administração americana e chinesa neste momento, que permitem encarar com algum optimismo a próxima ronda de negociações, a ter lugar entre 1 e 12 de Junho, novamente em Bona.

8 de dezembro de 2008

Conferência de Poznan



Yvo de Boer
abertura da Conferência sobre as alterações climáticas
Poznan, 2008


Um ano depois de Bali, espera-se que a Conferência de Poznan 2008 constitua um signficativo avanço no combate às alterações climáticas e ao aquecimento global, designadamente na escolha dos instrumentos a implementar no terreno. Os trabalhos em comissão encerram no dia 10 de Dezembro e, à imagem de Bali em 2007, seguem-se dois dias de encontros entre chefes de Estado e de Governo para estabelecimento de protocolos resultantes da discussão que decorre nas vinte e nove sessões especiais de trabalho. Até ao momento não há grande optimismo, designadamente porque o grupo que representa os EUA está em gestão antes da tomada de posse da nova administração.

18 de abril de 2008

III Encontro das maiores economias

As principais economias do planeta encontram-se hoje em Paris para dois dias de discussões informais sobre a luta contra as alterações climáticas, iniciadas pelos Estados Unidos, que anunciaram quarta-feira pretender travar as emissões poluentes a partir de 2025.

6 de fevereiro de 2008

Portugal é 18º em Desempenho Ambiental

Portugal ocupa o 18º lugar em termos de performance ambiental, de acordo com o Índice de Desempenho Ambiental 2008, apresentado recentemente em Davos pelo Fórum Económico Mundial. A lista de 149 países é liderada pela Suíça (com 95,5 por cento), logo seguida da Noruega, Suécia e Finlândia. Os últimos são Serra Leoa (40) e Angola (39,5),e na 149ª posição está o Níger com 39,1 por cento. O índice avaliou o trabalho feito na área do clima, poluição do ar, água, recursos naturais e qualidade ambiental, e foi elaborado por uma equipa especialista das universidades de Yale e Columbia.
Dentro da fronteira europeia, Portugal está na 11ª posição, à frente de países como Itália, Dinamarca, Espanha ou Holanda. O País está acima da média europeia em cinco das seis categorias, avaliadas com base em 25 indicadores, que reflectem as prioridades ambiuentais dos governos e a concretização mundial do objectivo 7 dos «Objectivos do Milénio», da Organização das Nações Unidas, que é «garantir a sustentabilidade ambiental». Onde Portugal conseguiu os melhores resultados foi nas áreas do saneamento básico, água potável, emissões per capita, e protecção de habitats críticos. A pior nota obtida foi na área da biodiversidade e habitat, onde ficou abaixo da média, e no indicador de áreas marinhas protegidas e conservação efectiva da natureza.


A irreversibilidade dos "tipping elements"


Um estudo publicado ontem na revista “Proceedings of the National Academy of Science” (PNAS) lista as nove regiões do planeta que, ainda este século, serão palco de alterações bruscas devido ao sobre-aquecimento do planeta. Os cientistas, coordenados por Tim Lenton, da Universidade de East Anglia, alertam que pequenas actividades humanas podem alterar, de forma ampla e duradoura, alguns dos componentes mais importantes do sistema climático do planeta. Os investigadores chamam “tipping elements” a nove desses componentes que estão em risco de ultrapassar uma fronteira crítica. Os nove elementos são: o degelo do Ártico (processo que se estima estar concluído dentro de dez anos), o recuo da camada de gelo na Gronelândia (em 300 anos), o colapso da plataforma gelada do Oeste da Antárctida (300 anos), o colapso da corrente oceânica global conhecida como termoalina (100 anos), o aumento da oscilação do fenómeno El Niño no Pacífico (100 anos), o colapso das monções na Índia (um ano), a interrupção das monções na região ocidental de África (dez anos), o desaparecimento da floresta da Amazónia (50 anos) e o desaparecimento da floresta boreal (50 anos).

Fonte: Lusa

23 de janeiro de 2008

Forum de Davos

Começa hoje em Davos, Suiça, o Forum Económico Mundial. Especialistas do mundo da economia debaterão com particular atenção as maiores ameaças ao crescimento económico. A Comissão Europeia segue por atentamente o decurso dos trabalhos porquanto, pela primeira vez, dois temas serão objecto de atenção: as alterações climáticas e a forma de as integrar no ciclo económico das empresas e a ameaça do terrorismo. Na coluna da esquerda poderá encontrar as últimas notícias de Davos (em inglês).

Armazenamento de carbono florestal a Sul

O solo contém mais de 50 por cento do carbono total do ecossistema e quanto mais denso for o coberto arbustivo mais elevado é o teor de carbono. Esta é uma das conclusões do projecto «Agro543 – O sequestro do carbono e gestão florestal sustentável no sul de Portugal», apresentado hoje na Fundação Luso-Americana. «O potencial de sequestro de carbono estende-se ao sul, litoral, e entre a zona de Coruche e Ferreira do Alentejo», especifica Alexandra Correia, do Instituto Superior de Agronomia (ISA), parceira do projecto promovido pela Associação de Produtores Florestais (AFLOPS).

O objectivo desta iniciativa é obter a quantificação do reservatório e da capacidade de sequestro de CO2 em ecossistemas florestais de pinheiro bravo e pinheiro manso, já que «até agora não havia nenhuma informação publicada sobre biomassa e sequestro de carbono nestes ecossistemas», actualizou Pedro Ochôa de Carvalho, do ISA, na abertura do evento.

Com a colaboração dos proprietários florestais foram analisadas 25 parcelas permanentes, das quais 19 de pinheiro manso e 6 de pinheiro bravo, em cinco herdades, nas localidades de Coruche, Pegões, Águas de Moura, Alcácer do Sal e Santa Margarida do Sado. A análise permitiu concluir que os ramos concentram a percentagem maior de biomassa (45 por cento), seguidos do lenho (41 por cento) e raízes (16 por cento). As estimativas de biomassa sustentam-se nos dados do Inventário Florestal Nacional, cuja revisão será brevemente publicada, adianta Alexandra Correia do ISA. Já a medição do teor de carbono implicou a elaboração de equações alométricas, com base em metodologias aceites pelo Intergovernmental Panel On Climate Change e pela Good Practice Guidance for Land Use, Land Use Change and Forestry.

Pelas experiências realizadas nas cinco herdades em estudo, entre 2005 a 2007, concluiu-se que o teor do carbono é mais elevado na base da árvore do que no topo, e existe em maior quantidade em árvores de grande dimensão. «Mas a partir dos 30 anos de vida é a componente da copa que passa a conter mais teor de carbono, mais até que o lenho ou o tronco, isto porque é nessa altura que as copas começam a abrir», elucida Alexandra Correia.

Fonte: Portal Ambiente Online

Portugal pode ter de gastar mais em créditos de emissões

Portugal vai cumprir o Protocolo de Quioto. Os especialistas em alterações climáticas consideram que o país tem só esta opção. As dúvidas incidem agora nos custos. Perante a derrapagem do PNAC, a verba de 348 milhões de euros destinada à compra de direitos prevista poderá ser revista em alta. Mas também o Fundo Português de Carbono está a marcar passo.

Começou a contagem decrescente para o cumprimento do Protocolo de Quioto. Entre 2008 e 2012 é a prova de fogo para os 55 países que ratificaram o acordo internacional para a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). Portugal está em dificuldades para cumprir a meta de, nesse período, não ultrapassar as emissões de GEE em 27 por cento sobre o valor verificado em 1990.

Fonte: Jornal Água & Ambiente, Janeiro 2008

19 de dezembro de 2007

Um presépio inconveniente

Na Andaluzia anda um presépio moldado com figuras em gelo, a -9ºC, dentro de um camião frigorífico, de cidade em cidade. Desaparecerá em 23 de Dezembro, em Sevilha. A iniciativa partiu da Junta de Andalucia. Nas localidades onde pára, as pessoas são convidadas a participar na sua manutenção pedalando num mecanismo constituído por três bicicletas e três passadeiras acopladas que geram energia suficiente para manter a câmara frigorífica à temperatura adequada. Um jornal da Andaluzia chamava-lhe um presépio a pedais. Mas é mais que isso, é um presépio inconveniente, contra o CO2 e o aquecimento global.

18 de dezembro de 2007

Oportunidade de negócio

Enquanto isto: A Suécia reduziu em cerca de nove por cento as suas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2006, ultrapassando os objectivos fixados pelo Protocolo de Quioto. Os resultados foram anunciados ontem pelo Ministério do Ambiente Sueco.

17 de dezembro de 2007

Conferência Sobre as Alterações Climáticas - Bali 2007 X



[Tão aborvidos andavamos a seguir os trabalhos em Bali que, no Sábado, cruzámo-nos com um jardineiro que comentava para com os seus botões que "o Pai Natal veio abaixo". Obviamente, pensámos o pior, mas não, felizmente não, tudo se resumia a um boneco insuflável posto no centro de um jardim, a quem faltou o fôlego para o Natal.]

Mas voltando a Bali: depois do pessimismo que se instalou na manhã de sexta-feira, dia 14, com a persistente dificuldade em encontrar-se um road map para o período pós-Quioto, a mudança de atitude dos Estados Unidos, ao garantirem que não seriam um obstáculo à definição de objectivos concertados internacionalmente, trouxe uma luz de esperança aos participantes.

Tal certeza ficou cimentada no Sábado, 15 de Dezembro, dia de encerramento dos trabalhos, como se infere da comunicação efectuada por Yvo de Boer, alicerçada nas seguintes conclusões:

- AMBIÇÃO: foram definidos valores de referência para diminuição da emissão de gases de efeito de estufa num futuro próximo com base num estudo do IPCC a que se refere o relatório final (possível com a revisão da posição americana na matéria);
- TRANSPARÊNCIA: O processo está aberto à participação de Governos, empresas, pessoas individuais e colectivas, organizações não-governamentais, a sociedade civil em geral;
- FLEXIBILIDADE: por parte dos países não-desenvolvidos em aceitarem as metas a caminho do futuro;
- Foram confirmadas as importantes decisões tomadas (e já aqui referidas) no que respeita ao mercado do carbono, transferência de tecnologia, financiamento dos países não-desenvolvidos, florestação e reflorestação e armazenamento do carbono;
- O esforço e a boa-vontade de países como a China e a Índia na adaptação do seu processo de desenvolvimento, mais empenhados finalmente em tornarem-se parte da solução, que parte do problema.

- Estão lançadas as bases para um novo acordo, a estabelecer até finais de 2009, para suceder ao protocolo de Quioto, com a inclusão de todos os países, incluindo os Estados Unidos.







Os documentos e conclusões elaborados ao longo da Conferência podem ser descarregados aqui.

12 de dezembro de 2007

Conferência Sobre as Alterações Climáticas - Bali 2007 IX

TUVALU
(Foto: Reuters)

Resumo dos trabalhos de 12 de Dezembro:

Iniciaram-se hoje, em Bali, os encontros dos altos responsáveis dos países participantes na Conferência de Bali. Ao contrário do que vinha sendo costume, a conferência de imprensa foi conduzida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon e não por Yvo de Boer, secretário-executivo da UNCCC. Todavia, sem embargo, a tónica foi uma vez mais colocada na necessidade de se encontrar e calendarizar o mapa de reuniões pós Bali que permitirão chegar a um encontro de vontades que permita, já em 2009, obter um tratado global que suceda ao Protocolo de Quioto. A ciência já deu o seu contributo na identificação e esclarecimento do problema no que tange às suas causas e consequências, entende-se que cabe agora aos representantes políticos assumirem as suas responsabilidades na convergência com os cientistas.

Ban Ki-moon considerava ao final da tarde em Bali que o falhanço na definição de uma agenda de negociações e metas futuras significaria não apenas um fracasso perante (mas também dos) os líderes mundiais, mas igualmente perante as populações do planeta, que esperam que da cimeira saiam algumas soluções para os seus problemas. Entre essas populações, destaque para o pequeno arquipélago de Tuvalu, no Pacífico Sul, que já é um dos pontos mais afectados pela subida do nível das águas do mar. Ontem, em Bali, representantes deste pequeno arquipélago organizaram uma pequena exposição para a chamada de atenção para os problemas do seu país, que é ciclicamente inundado duas vezes por ano.

Kevin Ruud, Primeiro-Ministro australiano, depositou hoje, nas mãos de Ban Ki-moon, o instrumento de ratificação do Protocolo de Quioto, ratificado pela Áustrália no primeiro dia dos trabalhos em Bali.



Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU

11 de dezembro de 2007

Conferência Sobre as Alterações Climáticas - Bali 2007 VIII

Resumo dos trabalhos de dia 11 de Dezembro (feita clarificação relativamente às expectativas de redução das emissões de poluentes):

- No âmbito da conferência não será possível, nem é objectivo, definir concretamente o nível de redução de poluentes a nível global ou relativamente a cada Estado; mesmo o valor estalão de redução de 25 a 40% do nível das emissões, este deve ser entendido apenas como referência para futuras conversações a estabelecer após a conferência;
- Foram definidos os moldes em que será criado o
Fundo de Adapatação dos países menos desenvolvidos às normas criadas pelo Protocolo de Quioto, sendo este secretariado pela Global Environmental Facility (GEF) e à confiado ao Banco Mundial;
- Será feita a duplicação de fundos a disponibilizar aos países menos desenvolvidos para programas de florestação e reflorestação, reconhecido que é o papel das florestas no armazenamento e eliminação do carbono.