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7 de setembro de 2010

100 dias de bicicleta em Portugal


O Paulo Guerra dos Santos está a apenas 15 dias de terminar o seu périplo de fato e gravata por 100 cidades e vilas de Portugal, a fim de provar que o uso quotidiano da bicicleta é exequível. Depois de percorrer o país na sua quase totalidade, o regresso a Lisboa far-se-á no Dia Europeu sem Carros, a 22 de Setembro. Depois de 100 dias de bicicleta em Lisboa e em Londres, este projecto fecha um ciclo de promoção deste meio de transporte e recolha de informação que o Paulo certamente utilizará nos seus estudos.

17 de agosto de 2010

Biketrip.org


A biketrip.org é uma espécie de wikipedia para os viajantes de longo curso em bicicleta. Como é um site aberto, tem muito de blog, de forum, de páginas de viajantes, conselhos técnicos, relatos, revistas, sugestões de literatura, etc. Vale a pena, por isso, algumas visitas. Na página de abertura pode-se escolher o país no mapa interactivo sobre o qual queremos obter informação.

28 de março de 2010

They did it!

Três anos e meio, desde o Yukon, Alasca até Ushuaia, a cidade mais austral do mundo. Três anos e meio à procura de respostas, sem haver verdadeiramente perguntas. Três anos e meio para se chegar a um fim inesperado à partida, porque quem partiu não é, necessariamente, a mesma pessoa que chega, mas chegou mesmo assim. Para quem pensasse que já não existem aventureiros na era moderna, este punhado de rapazes provou precisamente o contrário, com poucos meios. Com uma pequena pontinha de inveja, o Planeta QI dá os parabéns a estes heróis dos tempos modernos, que ligaram o Norte do continente americano ao Sul, através da espinha dorsal das Américas, com nível zero de emissões.

Riding the Spine: In Patagonia from Jacob Thompson on Vimeo (a banda sonora é de Tom Waits).


"Reflecting on the journey, I am tempted to expect some clarity as we near the end. If somebody in Ushuaia asks me why I pedaled all that way to arrive in their city, could I say anything that will help them understand? Or rather anything that can even help me understand?

Our trip has been about making a lifestyle out of something you love. It has been about taking that tiny dirt road you may pass by everyday and wonder where it goes. Sometimes it is about ridding yourself of a routine, and discovering where chance may take you – into the lives of new friends and hospitality or into dangerous and challenging circumstances. And yet, every time I think I grasp the purpose of our journey, as if it materializes in the reflection of still water, when I reach down to grab ahold, the object suddenly vanishes."

Jacob, membro da expedição RDS

31 de janeiro de 2010

Planeta 01











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Estava prometido, aqui está a PLANETA 01, uma custom made, feita a partir do quadro de uma Yé-Yé com mais de 40 anos, tendo sido utilizados o guiador, alavancas de travões e o selim (da Tabor) convencionais. Em seguida adoptaram-se uns aros Parallex nos quais se montaram um gerador Shimano (frente) e um sistema de mudanças Shimano Nexus 8 com travões de tambor incluídos. O motivo? Os aros originais, como se sabe, eram de medida superior e não queríamos adoptá-los para "limpar" a linha da bicicleta dos travões de ferradura de série. Como inconveniente, os cranks (medida 175 mm) e os pedais (Union) ficam demasiado próximos do solo, pelo que é preciso alguma precaução a curvar, mas felizmente os Vredestein com banda reflectora aguentam-se muito bem.

O próximo passo é embutir a cablagem no interior do quadro e inserir lâmpadas de LED na caixa de direcção e na zona do espigão do selim. Por enquanto, a concessão ao design reside no guarda-corrente estilizado, constituído por uma fina vara de alumínio escovado, fixa por abraçadeiras convencionais, que em breve serão substituídas por peças específicas de latão made in Planeta-QI.

E porque não se optou por uma single speed? Pelo simples motivo que nas deslocações diárias muitas vezes existem subidas a enfrentar. Mas com o chegar da forma, pode ser esse o caminho a seguir e nesse caso o Nexus passa para um novo projecto, já em curso.

16 de dezembro de 2009

Bikedispenser


Decididamente, na Holanda, a bicicleta adquiriu uma dimensão omnipresente nas mais diversas ocasiões do quotidiano das pessoas. Não admira por isso que agora surja, comercializada pela Bikedispenser, um dispensador automático de bicicletas. Isso mesmo, como em qualquer máquina de vending, a bicicleta banaliza-se. Não se trata, evidentemente, de bicicletas descartáveis, mas tão somente de um sistema de alugueres automatizado, em que as bicicletas estão dentro de um contentor que tem incorporado o sistema de pagamento, as bicicletas, o sistema de entrega e recolha. É tudo aparentemente muito simples, ao ponto de cinco minutos depois de instalado, o sistema está pronto a funcionar.
A vantagem do sistema é a simplicidade que tem associada, não carecendo de investimento em infraestruturas normalmente associadas à implantação de uma rede de bicicletas de uso partilhado.

19 de novembro de 2009

Recycled Bikes

Ainda em Amesterdão, o Vitor repara bicicletas. Nada de novo ou sequer original, numa terra onde existem mais de um milhão de bicicletas. Mas o Vitor repara bicicletas, dizia. E vende bicicletas. E aluga bicicletas. Como várias dezenas de empresas e pequenas lojas, portanto até aqui nada de especial. Mas o Vitor recupera e recicla bicicletas de forma original e algumas constituem exemplares únicos. Ora, o Vitor faz disso a sua bandeira. Algumas das unidades são verdadeiramente geniais. E no reciclar é que está o ganho, pela vertente ecológica do negócio, mas sobretudo porque por vezes nos saem verdadeiras delícias na rifa. Por causa disso, o Vitor aluga bicicletas baratinhas, vende bicicletas muito baratas e volta a comprá-las por metade do preço, de tal forma que muitas vezes se torna mais barato comprar e vender que alugar uma bicicleta ao próprio Vitor (os preços são mesmo baixos). Não podemos deixar de recomendar, mas sobretudo de incentivar um negócio que potencialmente é uma excelente forma de começar um negócio com pouquíssimo investimento. Funcionaria em Portugal?

21 de outubro de 2009

Um americano em Amesterdão

Onderwater Tandem

O Henry mudou-se há uns anos para Amesterdão, onde trabalhava em design de equipamento para a Philips. Obviamente, mal aterrou em Schipol foi contagiado pelo vírus da ciclocultura e tornou-se um adepto do modo de vida "light" daquela cidade. De tal forma que decidiu abandonar a sua carreira e fundou a Workcycles, que paulatinamente vem crescendo, tendo aberto há não muito tempo uma segunda loja em Jordaans. Em 25 de Outubro fazem seis anos e promovem o Oktoberfietsfeest.

E que tem a Workcycles de diferente de tantas outras lojas de bicicletas em Amesterdão? Muito pouco e ao mesmo tempo muita coisa. Para começar, são quinze as pessoas que ali trabalham a montar bicicletas à mão, com as especificações que o cliente muito bem entender, dentro de certas premissas de qualidade. As pessoas têm doze nacionalidades diferentes, mas a Babel de línguas não é um obstáculo. O trabalho é artesanal e não em produção maciça nem em série como existe em várias outras marcas. Depois, as bicicletas são absolutamente robustas e procuram satisfazer uma importante fatia de utilizadores que pretendem que a sua bicicleta seja o único veículo que possuem. Portanto, tem de ser capaz de transportar uma parte da família (crianças) e as compras do dia. A bicicleta tem ao mesmo tempo de ser elegante, funcionando como uma extensão da personalidade do seu utilizador, donde, tem de poder ser personalizada (número e tipo de velocidades, banco, acessórios, cores, tamanhos e feitios de quadros.

Para além da montagem, na Workcycles também alugam bicicletas que têm os atractivos de estar em óptimo estado e ser discretas, não se confundindo com as tradicionais bicicletas para aluguer de turistas pelo que permitem que o seu utilizador passe despercebido no tráfego da cidade. Recomendaria, para quem viaja com crianças, que considere um modelo bakfiets ou tandem, qualquer deles pleno de astúcias e comodidades.

Vale a pena passar pela página da Workcycles, que tem no blog do Henry uma extensão menos institucional e mais pessoal, para uma visita demorada.

21 de setembro de 2009

Copenhaga & Riding the Spine: a última etapa?

Fronteira Argentina




Enquanto o mundo foca as suas atenções em Copenhaga, paralelamente, depois do atravessamento da Bolívia e do Salar de Uyuni, a expedição Riding the Spine acaba de entrar nas últimas milhas (cinco mil ainda assim) do percurso através do continente sul-americano, que levará os seus membros pela pampa argentina até Ushuaia. O fim está à vista, mas o Verão austral não é tão clemente quanto o nosso, pelo que nada está garantido quanto a uma chegada segura. O mesmo se diga quanto ao resultado das conversações para elaboração do protocolo pós-Quioto.

2 de junho de 2009

A "Pleasant Revolution Music Tour" chegou ao fim

"On Halloween 2007, The Ginger Ninjas, and guest SHAKE YOUR PEACE!, launched the epic “Pleasant Revolution Bicycle Music Tour” from N. San Juan, California, heading 5000 miles down to the southern end of Mexico. There are no sag-wagons nor buses hauling our gear. Everything, including the 1000 Watt human-powered PA System, is hauled entirely on bicycle. The tour comes in the wake of the excitement at the first ever Bicycle Music Festival, Aug. 11, 2007, which announced the emerging bicycle-music movement to the world like a piano dropped from a 24th floor window announces itself to a San Francisco sidewalk: with life-altering momentum, filled with melodies, and destroying the oft-trod roads of old. Music and bicycles—universal symbols of humility, openness and connection, elements of our common humanity, and paragons of low-tech sustainability—become vehicles for seeing the world at human speed.
From the Sierra Nevada through the suburban wastelands and urban decay of southern California, over the world’s busiest border crossing, across the wilderness and austere beauty of Baja, into the heart of megapolitan Mexico City, and down to the land of mystic pyramids, the team will play shows, record music with local musicians, and advocate for a leapfrog-style transition to sustainable transportation.
The team comes with the message that bikes are an essential and beautiful part of a sustainable transportation system and that Mexico still has the opportunity to skip US-style development and our suburbanized cult of the car."

Planet Bike


Provavelmente é a mais séria das empresas que opera no mercado ciclável (embora o mercado para eles seja algo de muito relativo). Na Planet Bike comprometeram-se a entregar 25% dos seus lucros para cycling advocacy. Tendo em conta que a maioria das empresas atribui "apenas" 1-2% para defesa desta causa, e sabendo-se que outras, muito boas, chegam aos 10%, imagine-se o compromisso que a fasquia de 25% representa. O segredo? uma imensa qualidade em todos os produtos em carteira e uma elevada satisfação do cliente, mas sobretudo ideias muito claras acerca do negócio e do que defendem.

15 de abril de 2009

Conduta no trânsito (Cyclists are traffic)

1st European Handmade Bicycle Expo

Vagabonde Cycles
Em estreia absoluta na Europa, realiza-se entre 8 e 10 de Maio, o primeiro salão de bicicletas fabricadas à mão (EHBE ou European Handmade Bicycle Expo), no Congress-Centrum Stadtgarten, perto de Estugarda. O evento será uma réplica do NAHBS americano (North American Handmade Bicycle Show) e deverá atrair alguns dos mais conceituados artesãos europeus. Ao longo das próximas semanas tentaremos lançar um olhar sobre as produções de alguns desses artistas, que tentam conciliar a inovação com a tradição, a qualidade com a exclusividade.

Hoje o nosso olhar detem-se sobre a recente
Vagabonde Cycles (acaba de completar o seu primeiro aniversário) do francês Patrice e da sua mulher Pascale, que conseguiram conciliar a paixão ciclística com a aventura dos raides e o fabrico artesanal de bicicletas, para já em duas gamas alternativas: as bicicletas de BTT confortável em aço que não têm como único objectivo a eficácia do cronómetro e as bicicletas de (longa) viagem, ambos conceitos complementares permitindo casar na perfeição a dinâmica com a robustez.

Em termos de material, Patrice utiliza apenas o aço de alta qualidade, como os tubos Reynolds 853 ou os Columbus, os quais lhe permitem uma qualidade irrepreensível de acabamentos, expressa na foto acima. Recomenda-se uma visita demorada ao site da Vagabonde e ao seu blog, onde a interacção com Patrice e Pascale não é apenas possível como também bem-vinda.

1 de abril de 2009

Moof Cycles

A Moof Bike, desenhada por Sjoerd Smit, é uma bicicleta de desenho singular inspirada nas city bikes holandesas, mas com um design muito actual. Nela se destaca o quadro em alumínio, que integra luzes LED dianteiras e traseiras as quais se alimentam através de energia solar e devido ao design específico tornam-se mais difíceis de roubar ou danificar. A bicicleta é uma singlespeed, tem selim e punhos em pele, estando equipada com jantes de 28″, pneus Kenda Cosmos e guarda-lamas. Os travões são do tipo rear coaster.

Custa Eur 500,00 na Areaware, figurando no catálogo ao lado da inestimável Strida.

25 de fevereiro de 2009

Lifecycle em Aveiro


A Câmara de Aveiro apresentou hoje o projecto "Lifecycle" para sensibilizar a população a usar a bicicleta no dia-a-dia, no âmbito do Programa Europeu da Saúde (PHEA).Financiado integralmente pela União Europeia, o custo do projecto no que diz respeito a Aveiro ascende a cerca de 50 mil euros, em campanhas direccionadas às famílias, à população sénior e adulta, estudantes universitários e crianças em idade escolar. "Faltava a Aveiro esta campanha para o reforço do uso individual da bicicleta, complementar às bicicletas de utilização gratuita", disse o vereador Capão Filipe, na apresentação do projecto. Uma das vertentes dirigida à população escolar e em que participam as escolas secundárias Jaime Magalhães Lima e Mário Sacramento e a Escola Básica Integrada de Eixo é a campanha "Para a Escola com Pedalada", em que aos estudantes é lançado o desafio de fazerem, pelo menos duas vezes por semana, a deslocação entre a casa e a escola de bicicleta. Os alunos aderentes serão abrangidos por um seguro individual e serão distribuídas bicicletas como prémio, entre os participantes. Uma outra campanha com objectivos semelhantes dirige-se aos adultos e é designada "de Selim para o trabalho". Vai decorrer de 17 de Março a 19 de Junho, para persuadir os próprios funcionários municipais a deslocarem-se de bicicleta ou num sistema de "Park & Bike" ou "Bus & Bike", deixando o automóvel em parques à entrada da cidade, para completarem o percurso até às instalações municipais de bicicleta. Em relação à população sénior vão ser feitas campanhas de sensibilização na área da saúde, em parceria com as Juntas de Freguesia de Santa Joana e Eixo, que vão incluir rastreios médicos e procurar estimular o uso da bicicleta como promoção da actividade física. A autarquia vai ter três técnicos afectos ao projecto em tempo parcial e ainda realizar pequenas intervenções de prevenção rodoviária nas vias municipais.


Fonte: Lusa

17 de dezembro de 2008

El Biciclown


Álvaro Neil gosta de bicicletas. E de palhaços. Mas sobretudo de sorrisos. E por isso, um dia decidiu combinar tudo numa expedição que entre 2004 e 2014 percorrerá o mundo de bicicleta a fazer cócegas na Terra - como gosta de dizer - enquanto distribui sorrisos pelas pessoas, organizando espectáculos gratuitos. A pouco e pouco vamos descobrindo por onde passa no seu site. Neste momento, o conta-quilómetros da sua FORT marca 55.956 kms, sendo o Nepal, onde actualmente se encontra, o 49º país visitado neste périplo que dura há 1.490 dias.
Se lhe perguntam o que vai fazer amanhã, cita apenas o poeta Ángel Gonzalez: "Mañana es un hondo mar que hay que cruzar a nado".

Mas afinal, como se constroi uma bicicleta para dar uma volta ao mundo? (pessoalmente preferiria uma Xtracycle, mas é apenas uma opinião) em menos de cinco minutos?



(Parece, sem dúvida, fácil)

As experiências que relata são muito curiosas (a começar, por exemplo, pela globalização do estômago na escolha da ementa de cada dia).

A biografia de Álvaro:

Álvaro Neil, el biciclown, vino a este mundo en Oviedo (Asturias) el 17 de julio de 1967... riendo; hasta que no le dieron un cachete no lloró
Estudió Derecho y Clown. Actividades, en apariencia, incompatibles.
Vendió su coche y renunció a su empleo fijo en una Notaría de Madrid, para recorrer el mundo en bicicleta y ofrecer gratuitamente su espectáculo de clown a las personas más humildes. Por ello algunos lo juzgan de loco, otros de aventurero y otros, sin juzgarlo, lo meten directamente en prisión, como se narra en su libro Kilómetros de Sonrisas.
Haciéndole cosquillas a la Tierra con su bicicleta, trata simplemente de gastar la vida que otros no pueden.
Su anhelo es no pensar en el futuro, no olvidar el pasado, y vivir el presente; el único tiempo verbal realmente útil.

3 de dezembro de 2008

Rding the Spine, Colômbia

Enquanto na Europa nos preocupamos com shared spaces e confortáveis vias urbanas, a equipa da expedição Riding the Spine regressou à estrada que os levará do Alasca à Terra do Fogo e, depois de ter ganho algum dinheiro para custear despesas, acaba de atravessar o Canal do Panamá em kayak, tendo percorrido a costa norte da Colômbia com as bicicletas desmontadas a bordo


Após este périplo, os kayaks foram vendidos e as bicicletas remontadas, para o início da travessia terrestre da América do Sul (que é como quem diz)

Expedição Riding the Spine