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20 de outubro de 2010

Reboque de bicicletas usando uma long tail


Sem dúvida que por vezes as ideias mais simples se tornam nas melhores. Confrontado com a necessidade de rebocar uma bicicleta na sua Yuba, o Steve fez uma pequena alteração no side board que torna o ato numa brincadeira de crianças, com um mínimo de esforço, cujo projeto pode ser visto aqui.

A simplicidade é tanta que chega a ser desconcertante e perguntamo-nos como não pensámos antes no que é óbvio. Apesar de desenhado para a Yuba, o aparelho serve igualmente para a Xtracycle, se adaptada uma tábua de suporte aos
wide loaders laterais.

28 de março de 2010

They did it!

Três anos e meio, desde o Yukon, Alasca até Ushuaia, a cidade mais austral do mundo. Três anos e meio à procura de respostas, sem haver verdadeiramente perguntas. Três anos e meio para se chegar a um fim inesperado à partida, porque quem partiu não é, necessariamente, a mesma pessoa que chega, mas chegou mesmo assim. Para quem pensasse que já não existem aventureiros na era moderna, este punhado de rapazes provou precisamente o contrário, com poucos meios. Com uma pequena pontinha de inveja, o Planeta QI dá os parabéns a estes heróis dos tempos modernos, que ligaram o Norte do continente americano ao Sul, através da espinha dorsal das Américas, com nível zero de emissões.

Riding the Spine: In Patagonia from Jacob Thompson on Vimeo (a banda sonora é de Tom Waits).


"Reflecting on the journey, I am tempted to expect some clarity as we near the end. If somebody in Ushuaia asks me why I pedaled all that way to arrive in their city, could I say anything that will help them understand? Or rather anything that can even help me understand?

Our trip has been about making a lifestyle out of something you love. It has been about taking that tiny dirt road you may pass by everyday and wonder where it goes. Sometimes it is about ridding yourself of a routine, and discovering where chance may take you – into the lives of new friends and hospitality or into dangerous and challenging circumstances. And yet, every time I think I grasp the purpose of our journey, as if it materializes in the reflection of still water, when I reach down to grab ahold, the object suddenly vanishes."

Jacob, membro da expedição RDS

21 de setembro de 2009

Copenhaga & Riding the Spine: a última etapa?

Fronteira Argentina




Enquanto o mundo foca as suas atenções em Copenhaga, paralelamente, depois do atravessamento da Bolívia e do Salar de Uyuni, a expedição Riding the Spine acaba de entrar nas últimas milhas (cinco mil ainda assim) do percurso através do continente sul-americano, que levará os seus membros pela pampa argentina até Ushuaia. O fim está à vista, mas o Verão austral não é tão clemente quanto o nosso, pelo que nada está garantido quanto a uma chegada segura. O mesmo se diga quanto ao resultado das conversações para elaboração do protocolo pós-Quioto.

2 de junho de 2009

A "Pleasant Revolution Music Tour" chegou ao fim

"On Halloween 2007, The Ginger Ninjas, and guest SHAKE YOUR PEACE!, launched the epic “Pleasant Revolution Bicycle Music Tour” from N. San Juan, California, heading 5000 miles down to the southern end of Mexico. There are no sag-wagons nor buses hauling our gear. Everything, including the 1000 Watt human-powered PA System, is hauled entirely on bicycle. The tour comes in the wake of the excitement at the first ever Bicycle Music Festival, Aug. 11, 2007, which announced the emerging bicycle-music movement to the world like a piano dropped from a 24th floor window announces itself to a San Francisco sidewalk: with life-altering momentum, filled with melodies, and destroying the oft-trod roads of old. Music and bicycles—universal symbols of humility, openness and connection, elements of our common humanity, and paragons of low-tech sustainability—become vehicles for seeing the world at human speed.
From the Sierra Nevada through the suburban wastelands and urban decay of southern California, over the world’s busiest border crossing, across the wilderness and austere beauty of Baja, into the heart of megapolitan Mexico City, and down to the land of mystic pyramids, the team will play shows, record music with local musicians, and advocate for a leapfrog-style transition to sustainable transportation.
The team comes with the message that bikes are an essential and beautiful part of a sustainable transportation system and that Mexico still has the opportunity to skip US-style development and our suburbanized cult of the car."

22 de maio de 2009

BTT Benafim 2009


A equipa X do Planeta Q.I. agradece ao Sport Clube Benafim a participação no passeio de dia 17 de Maio, aproveitando para desejar um óptimo ano desportivo a todos os seus membros.

17 de dezembro de 2008

El Biciclown


Álvaro Neil gosta de bicicletas. E de palhaços. Mas sobretudo de sorrisos. E por isso, um dia decidiu combinar tudo numa expedição que entre 2004 e 2014 percorrerá o mundo de bicicleta a fazer cócegas na Terra - como gosta de dizer - enquanto distribui sorrisos pelas pessoas, organizando espectáculos gratuitos. A pouco e pouco vamos descobrindo por onde passa no seu site. Neste momento, o conta-quilómetros da sua FORT marca 55.956 kms, sendo o Nepal, onde actualmente se encontra, o 49º país visitado neste périplo que dura há 1.490 dias.
Se lhe perguntam o que vai fazer amanhã, cita apenas o poeta Ángel Gonzalez: "Mañana es un hondo mar que hay que cruzar a nado".

Mas afinal, como se constroi uma bicicleta para dar uma volta ao mundo? (pessoalmente preferiria uma Xtracycle, mas é apenas uma opinião) em menos de cinco minutos?



(Parece, sem dúvida, fácil)

As experiências que relata são muito curiosas (a começar, por exemplo, pela globalização do estômago na escolha da ementa de cada dia).

A biografia de Álvaro:

Álvaro Neil, el biciclown, vino a este mundo en Oviedo (Asturias) el 17 de julio de 1967... riendo; hasta que no le dieron un cachete no lloró
Estudió Derecho y Clown. Actividades, en apariencia, incompatibles.
Vendió su coche y renunció a su empleo fijo en una Notaría de Madrid, para recorrer el mundo en bicicleta y ofrecer gratuitamente su espectáculo de clown a las personas más humildes. Por ello algunos lo juzgan de loco, otros de aventurero y otros, sin juzgarlo, lo meten directamente en prisión, como se narra en su libro Kilómetros de Sonrisas.
Haciéndole cosquillas a la Tierra con su bicicleta, trata simplemente de gastar la vida que otros no pueden.
Su anhelo es no pensar en el futuro, no olvidar el pasado, y vivir el presente; el único tiempo verbal realmente útil.

3 de dezembro de 2008

Rding the Spine, Colômbia

Enquanto na Europa nos preocupamos com shared spaces e confortáveis vias urbanas, a equipa da expedição Riding the Spine regressou à estrada que os levará do Alasca à Terra do Fogo e, depois de ter ganho algum dinheiro para custear despesas, acaba de atravessar o Canal do Panamá em kayak, tendo percorrido a costa norte da Colômbia com as bicicletas desmontadas a bordo


Após este périplo, os kayaks foram vendidos e as bicicletas remontadas, para o início da travessia terrestre da América do Sul (que é como quem diz)

Expedição Riding the Spine

11 de novembro de 2008

Conclusões do VII Congresso "A Bicicleta e a Cidade"


Estamos ainda a analisar as conclusões do VII Congresso organizado pela Federação Poruguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e em breve comentá-las-emos aqui. Entretanto, aqui fica uma foto da Xtracycle que utilizamos habitualmente, tirada durante o congresso pelo Joaquín Vilas, da Corunha (gracias Joaquín), que é membro da associação La Coruña en Bici. Outras fotos do congresso podem ser vistas aqui.
Entretanto, foram acrescentados alguns links para outros blogs e associações em resultado dos contactos estabelecidos ao longo do congresso.

26 de setembro de 2008

El Ranchero, by Gary Fisher


Bem sabemos que é apenas um protótipo, mas é um protótipo com a assinatura de um tal senhor Gary Fisher e quando Gary Fisher faz um bicicleta, é sempre motivo de notícia. Mas neste caso tem triplo interesse: 1) é uma long tail; 2) tem dois lugares com selim, um deles para passageiro, como se fosse um tandem e ainda plataforma de carga; 3) é compatível com gearing da Xtracycle. O nome de baptismo? El Ranchero. Bem-vinda portanto, à companhia do Free Radical, Yuba e Kona Ute entre outras.

26 de junho de 2008

Xtracycle, manutenção

Ao fim de alguns meses de uso da Xtracycle, sem que tivesse sido detectado qualquer defeito estrutural, foram referidos os seguintes problemas (de fácil resolução) em alguns exemplares:

- a corrente deve ser substituída por uma mais robusta

- os cabos de mudanças e travões devem ser objecto de visita cuidada nos pontos de maior atrito

- o aperto do parafuso central de fixação do free radical deve ser verificado

Fora isso, nada a registar. Boas pedaladas.

5 de maio de 2008

Yuba Mundo

As primeiras impressões de condução de uma Yuba Mundo, na costa Este dos Estados Unidos. A Yuba é fabricada na Europa, já aqui foi objecto de apreciação.



11 de fevereiro de 2008

Artigo com muito pedal

Excelente, o artigo da Ana Pereira no blog da Cenas a Pedal, sobre bicicletas long tail, como a Xtracycle (que também é por si comercializada) e a Yuba (referida no artigo). Muito bem escrito, sério, completo e analítico. Parabéns Ana, é sempre bom saber que não se está sozinho nesta paixão pelas SUB ou, mais reconfortante até, saber que existe alguém tão ou mais dedicado ainda que eu.

10 de fevereiro de 2008

ATC NuVinci

Uma fantástica invenção, o modelo NuVinci da Fallbrook Technologies. Trata-se de uma transmissão de variação contínua que combina as vantagens dos sistemas anteriormente existentes com o sistema planetário tradicional, permitindo sempre ao ciclista escolher a desmultiplicação adequada ao seu esforço em cada instante. Com este mecanismo, há uma maior simplicidade na troca da desmultiplicação, sendo esta mais suave dado que deixam de existir "mudanças" a trocar, fazendo-se a variação da desmultiplicação de forma contínua e sem engrenagem de carretos, cremalheiras ou sistemas planetários complexos, pelo que pode ser manuseado quer a bicicleta esteja parada ou a andar, com movimento de pedais ou não. O sistema é extremamente simples e aparentemente robusto. Para já, ganhou o galardão de inovação do ano 2007 na Holanda.

Ah, claro, já me esquecia, mas é importante referir que o sistema é totalmente compatível com a maioria das bicicletas existentes no mercado, incluindo a Xtracycle e a Yuba. Se já existe ou virá a ser comercializado em Portugal? Isso é outra história, evidentemente.
Eis uma demonstração do princípio de funcionamento.

4 de fevereiro de 2008

Riding the Spine & Dolce Vita

Enquanto os homens a bordo do trimarã gigante Groupama 3 continuam a mergulhar em direcção à imensidão dos Mares do Sul, agora já com mais de 600 milhas de avanço em relação ao tempo do Orange 2, na América Latina Goat, Jacob, Sean e, agora também Nate e Russ, igualmente rumo a Sul, chegaram a metade do percurso pedalando arduamente entre o Alasca e a Terra do Fogo. Depois da travessia da Guatemala, estão agora na Nicarágua e as suas bicicletas long-tail continuam a portar-se à altura e a suportar lindamente as agruras e dificuldades do trajecto da expedição Riding the Spine.

Destaque-se, entre as montarias participantes, a fantástica Chupacabra tripulada por Goat, que é uma verdadeira sensação, a analisar demoradamente sob o ponto de vista do arrojo técnico.




Deste lado começamos a preparar a nossa Xtracycle para os primeiros raides do ano e para uma eventual participação nos Caminhos de Santiago. A ponte a meio do quadro foi reforçada e a corrente substituída por uma mais robusta. Por outro lado, optámos por pneus de estrutura reforçada que se dão melhor nas pedras, depois de alguns percalços recentes em zonas rochosas. Os travões foram igualmente substituídos por uns Deore Lx de forma que as descidas de declive acentuado passaram a ser uma formalidade, mesmo com carga plena.

Entretanto, ainda noutro registo, aproxima-se o tempo em que as crianças voltam a ir para a escola de comboio e bicicleta e a dolce vita da bicycle lifestyle regressa alegremente. Neste Inverno perdemos uma dezena de quilos, muito por culpa de uma coisa destas, mas o certo é que em quinze dias nos foi possível regressar ao comando de uma bicicleta. O progresso da medicina é notável.

6 de dezembro de 2007

Pulo do Lobo








Acordar cedo junto ao Vascão, assistir na primeira pessoa ao dissipar da neblina matinal, lavar o rosto na água fria da ribeira, levantar tenda sem deixar vestígio da breve passagem. Chegamos cedinho a Mértola com os cafés ainda a despertarem e, junto ao Guadiana, levanta-se a canoa já combinada. Coloca-se esta no tejadilho do carro e toma-se a estrada para o Pulo do Lobo, uns quilómetros rio acima. No final do asfalto, estacionamos, deixamos o carro, colocamos a canoa na Xtracycle e tomamos o estradão de sete quilómetros que nos levará ao Guadiana, mais precisamente ao acidente geológico do Pulo do Lobo (quarta foto acima), um desnível de 16 metros criado no leito do rio aquando do recuo do mar na última era glaciária. Pelo caminho, cruzamo-nos com o veado e o dinossauro, duas árvores secas que são as duas primeiras fotos, mesmo antes dos portões azuis de acesso à Herdade do Pulo do Lobo, que se abrirão e tornarão a fechar à nossa passagem. Eis-nos no rio.

O tempo para algumas fotos da praxe, um sms de segurança a avisar onde estamos, e principia a experiência da navegação no lago superior, com passagem por alguns moinhos de água e seus contrafortes desfeitos. Regressamos ao ponto de partida, passamos para a parte de baixo do rio, logo a seguir ao Pego do Sável (quinta foto), onde a experiência é mais gratificante, porque estamos enquadrados por paredes de rocha de ambos os lados. O Grande Rio do Sul continua a ter o seu encanto. Avistamos aves e pequenos mamíferos nas margens assim como um par de cegonhas negras (quatro casais recenseados no parque natural). No regresso, a corrente não é forte, mas é contrária e duplica-nos o esforço. Duas horas mais tarde, estamos de regresso a Mértola, não sem uma penosa subida com a bicicleta e a canoa no primeiro quilómetro após a saída do rio.

Mas que prazer, que enorme prazer, este regresso ao Guadiana, alguns anos volvidos depois da última vez em que cá estivemos a navegar. Depois da devolução da canoa, rumamos ao Alengarve, um pequeno restaurante na zona alta da cidade que, apesar da nova gerência, manteve-se acolhedor e simpático. Em breve regressaremos, para visitar o Pomarão.

Tarde no dia, rumamos a Lisboa, onde nos aguarda um magnífico caril de caranguejo, entre amigos e caras novas, que mal acreditam no relato e nos tomam por inconscientes. Rimo-nos, sabemos que os lençóis saberão melhor assim.

28 de novembro de 2007

Worldbike.org


Worldbike.org 2006, Bike People 3:26
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A Worldbike é uma organização internacional sem fins lucrativos de designers de bicicletas e acessórios em open source que procura criar soluções alternativas de transporte e oportunidades de negócio em países do terceiro mundo, fomentando a utilização da bicicleta como ferramenta de trabalho ali onde o acesso a um veículo automóvel é um custo incomportável para a grande maioria da população. O estudo e desenvolvimento deste tipo de soluções permitiu a criação do conceito SUB que agora vinga nos países desenvolvidos, sendo os seus melhores exemplos os da Yuba e da Xtracycle. Para além disso, as marcas associadas utilizam ainda um modelo de solidariedade social na medida em que repartem os lucros obtidos com a venda dos produtos nos países desenvolvidos, com as organizações do tipo da worldbike.
Vale a pena a visita ao site da Worldbike e o visionamento do vídeo acima, com som ligado.