7 de novembro de 2007

José Apolinário quer vias cicláveis em Faro

O presidente da Câmara de Faro quer criar na cidade um conjunto de vias cicláveis, cujo primeiro troço pode arrancar já no próximo ano, num projecto da autarquia em parceria com a Universidade do Algarve.
Em entrevista à Agência Lusa, José Apolinário disse que a primeira experiência é ligar o Largo de S. Francisco até ao Complexo Desportivo da Penha com uma via "devidamente assinalada para bicicletas", que poderá estar lançada até ao primeiro semestre de 2008.A autarquia, em conjunto com a Universidade do Algarve, está a desenvolver um projecto das vias cicláveis e o objectivo é promover os transportes amigos do ambiente e a utilização mais regular da bicicleta em espaço urbano, em detrimento do automóvel.Um especialista em tráfego da Universidade do Algarve, Manuel Tão, explicou à Lusa que a filosofia de vias cicláveis "só é eficiente quando está combinado com parques dissuasores"."É possível em Faro se soubermos combinar via ciclável com vários parques dissuasores e ter também transportes públicos", avança Manuel Tão.Os parques dissuasores, como poderia ser o Largo de S. Francisco, servem para estacionar o carro e pegar na bicicleta logo a seguir, com a vantagem da "flexibilidade de horários" e de se poder "deixar a bicicleta em qualquer ponto da cidade", adiantou o especialista em tráfego."É sempre bom vias cicláveis, sobretudo para Faro, uma capital regional onde há excessiva dependência de transporte automóvel individual", observou Manuel Tão.O especialista e professor na Universidade do Algarve recorda que o objectivo das vias cicláveis é conseguir combinar "transporte individual com outros transportes públicos e com a mobilidade sustentável suave", como é o caso das bicicletas, que implicam um investimento suave. A mobilidade sustentável suave diverge da mobilidade sustentável porque não envolve meios pesados nem investimentos elevados, como é o caso da bicicleta ou andar a pé em redes pedonais. A primeira experiência de uma via ciclável em Faro prevê que o traçado faça a ligação à Ecovia, projecto-piloto em Portugal, que ligará Sagres a Vila Real de Santo António numa extensão de 214 quilómetros, em fase de finalização, e que irá passar pelo Bom João e Largo de S. Francisco.
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In Jornal Barlavento de 26/10/2007, por Hugo Rodrigues

4 de novembro de 2007

Produtos e preços



O Planeta QI, através da QI Cycles é desde há pouco representante para Portugal das marcas YUBA e XTRACYCLE, ambas constituindo projectos de construção e disseminação de velocípedes com elevadas prestações e capacidade de carga para o utilizador diário que pretende dispensar em larga medida a utilização do automóvel.
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O CONCEITO: Ambas as marcas se assumem como um conceito inovador e dinâmico de mobilidade na vida urbana e de aventura, assumindo a designação SUB (Sports Utility Bike) e serão comercializadas, com evidentes vantagens para o utilizador final, segundo o conceito bike-in-a-box semelhante ao seguido por marcas a IKEA ou a HABITAT. Com este conceito, o utilizador recebe em casa ou apanha num distribuidor oficial uma caixa de fácil transporte que lhe permite montar o seu veículo em casa, a um preço competitivo segundo a lógica, “mais bicicleta por menos dinheiro”.
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AS MARCAS:
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A YUBA é uma SUB a lançar no mercado mundial e em simultâneo em Portugal no início de Dezembro, assumindo-se como um veículo de elevada capacidade de carga, seja de pessoas ou objectos. É uma bicicleta com diversas qualidade, das quais se destacam a elevada robustez e versatilidade do conjunto, devidamente enquadrado por um peso comedido. A ficha técnica pode ser consultada (por enquanto somente em inglês) aqui.
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A XTRACYCLE insere-se no mesmo conceito de SUB, sendo uma marca que fabrica um kit completo (denominado Free Radical) que se destina a ser instalado numa bicicleta (nova ou usada), seja com roda 26” ou 28”, permitindo que esta adquira uma maior distância entre eixos e, por conseguinte, uma maior capacidade de carga complementada com equipamento especificamente adaptado à função, dos quais se destacam uma extensão de quadro, plataforma e dois alforges de elevadas dimensões. Todas as peças necessárias à instalação do kit numa bicicleta convencional são fornecidas e estão incluídas no preço de venda. A bicicleta assim obtida insere-se na categoria SUB, mantendo as mesmas qualidades da bicicleta de base, com a capacidade de carga em acréscimo, podendo ser personalizada pelo utilizador, a seu gosto. Para mais informações, poderá consultar o site da marca aqui.

3 de novembro de 2007

Festival Bike 2007 - Obrigado a todos

Os nossos agradecimentos a todos quantos nos visitaram ao longo deste Festival Bike 2007, clientes, visitantes, colegas expositores. Pelo contributo, pelas questões que nos vêm colocando, pelo input sobre produtos, pelos contactos que nos permitem criar uma rede de amigos. Em breve voltaremos ao vosso contacto com as novidades e a súmula do que foram estes dias em Santarém. Igualmente, os nossos agradecimentos ao staff do CNEMA, pela hospitalidade, pela simpatia, pela disponibilidade a cada instante.
O Planeta Q.I. está satisfeito com os primeiros dois dias de Festival Bike; o balanço da participação já é positivo e garantidamente está em fase de gestação a ideia de participação nos Caminhos de Santiago.

Festival Bike 2007 - Nª Srª das Bicicletas


Obrigado João, pela visita, pelo contributo da foto e pela forcinha. Aquele abraço.

Festival Bike 2007 - Velib


Uma agradável surpresa neste salão: a velib e a sevici, modelos de bicicletas de uso público urbano nas cidades de Paris e Sevilha, respectivamente, são de fabrico nacional (Órbita), embora comercializadas pela JCDecaux. Honestamente, não compreendemos porque motivo a Órbita não capitaliza este importante trunfo comercial, nem faz menção disso na sua página que, de resto, infelizmente, não sofre qualquer actualização há imenso tempo. Desejamos contudo que o conceito vingue e se multiplique, a bem da mobilidade urbana, dado que é do mais avançado que existe, de momento, a nível mundial em bicicletas de uso público.

2 de novembro de 2007

Festival Bike 2007 - stand QI

O Planeta QI está instalado. A área é pequena, mas agradável e a vizinhança simpática, assim como o staff do CNEMA. Ontem à noite conseguimos dar uma volta pelos outros stands e apercebemos-nos de algumas novidades muito interessantes de que tentaremos dar conta adiante. Em relação ao conceito SUB, tem havido interesse e curiosidade por parte das poucas pessoas que acorreram durante a manhã ao CNEMA. Como aventura , é um prazer partilhá-la aqui. Temos dez entradas para distribuir por quem as solicitar através do emial e.alves@vizzavi.pt.

30 de outubro de 2007

Festival Bike 2007

O Planeta QI vai estar presente no Festival Bike 2007, que decorrerá entre 2 e 4 de Novembro, nos pavilhões do CNEMA, em Santarém. Estaremos no stand 6, nave A.

Teremos duas Xtracycle expostas, as quais serão disponibilizadas para testes on-site, e posterior recolha de opiniões.

Estamos ainda a tentar ultimar um protótipo de bicicleta inspirada nas antigas bicicletas dos correios franceses, mas dotadas de componentes modernos, perfeitamente adaptada à vida citadina, segundo o conceito design meets function.

Vamos tentar dar novidades ao longo dos dias que durar o salão, por aqui.

29 de outubro de 2007

Halloween ride 2007

O Planeta Q.I. vai ser oficialmente pré-lançado entre amigos no dia 31 de Outubro. Crianças e graúdos, de bicicleta, trajados a rigor, como é de lei. Devo confessar que normalmente sou avesso às comemorações anglo-saxónicas como a do dia das bruxas, em especial quando colidem com as nossas, mas nunca devemos criticar o que não conhecemos. Daí este vosso escriba ter decidido recolher informação acerca do assunto, tendo chegado à seguinte conclusão, segundo diversos sites: o incorrectamente chamado dias das bruxas (assim designado apenas nos países de forte implantação católica), quer designar um dia santo para a cultura celta no qual se pretendia celebrar o fim da época estival (fim do Verão), então conhecido como o dia de Samhain. Organizava-se então um grande festival que, para os celtas, funcionava como ano novo. Por ser uma noite sagrada para a civilização celta, designava-se hallow evening, mais tarde, por contracção vocabular, degenerou em hallow’en e posteriormente em halloween. Há outra tese que sustenta que halloween resultou da contracção de all hollows eve (véspera de dia de todos os santos). Certo é que por ser um ritual pagão, a Santa Madre Igreja desde sempre tentou evitar a sua comemoração, tendo perseguido quem se entregava a tais comemorações sob acusação de feitiçaria e bruxaria – pelo que este dia passou a ser conhecido entre nós, no mundo católico, por dia das bruxas.
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A cultura celta esteve (e ainda está) muito presente entre nós no Nordeste Transmontano, faz parte da nossa riqueza cultural, pelo que será culturalmente interessante revitalizar um ritual com o qual temos algo de comum, posto que há resquícios destes rituais em celtas aldeias raianas de Trás-os-Montes. Qu'importe, para não vos maçar mais, a CML e a Lusort organizam eventos de Halloween em
Loulé e em Vilamoura
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O Planeta Q.I. junta-se ao espírio hallow evening (com pais e crianças) e reúne-se depois do jantar, às 20.30H, no Häagen Dazs da Marina de Vilamoura, para travessuras e gostosuras em duas rodas, posto que as vassouras, apesar do seu baixo teor de emissões de CO2, estão banidas do programa.

26 de outubro de 2007

Cidades sustentáveis


Numa Europa alargada a vinte e sete Estados-membros, a vida das pessoas muda necessariamente, nem sempre para melhor, ou sobretudo não de forma idêntica ou equiparada entre os membros. Há critérios de justiça social a implementar, desigualdades a combater, mobilidade de pessoas a incrementar. O impacto global neste universo de quinhentos milhões de pessoas é enorme, mas ao nível local também se faz sentir.
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A EUROCITIES procura, através da cooperação entre cidades (presentemente mais de 130 a nível europeu), regiões, Estados-membros e organismos da União, criar valor acrescentado nas áreas da cultura, desenvolvimento económico, partilha de know-how, criação de soluções de mobilidade e transporte e desenvolvimento social, entre outras, contribuindo para a criação de um futuro sustentável no qual o máximo de cidadãos cidadãos desta e das futuras gerações possam usufruir de uma elevada qualidade de vida.
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A área da mobilidade entre Estados-membros e dentro das áreas urbanas torna-se um elemento vital nas cidades europeias. Assim, existe há muito no seio da Comissão Europeia a consciência que é preciso encontrar soluções para a mobilidade das pessoas, mas sobretudo que esta possa ser rápida, barata, livre e de baixo impacto ambiental como forma de preservação de recursos para as gerações futuras e aumento da qualidade de vida. A implementação de boas práticas é uma prioridade nesta óptica. Assim, igualmente as iniciativas da GLOBAL CITY FORUM e a CARTA de AALBORG para a sustentabilidae urbana, como estratégia adoptada da no seio da Campanha Para as Cidades Sustentáveis.
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Um pouco por toda a Europa cresce o uso do transporte colectivo, a melhoria dos interfaces ou hubs de transferência de pessoas, sendo no entanto, cada vez mais, notória a implementação de sistemas cicláveis, importantes na poupança de recursos e incremento da mobilidade de pessoas por um custo muito baixo e com reduzido impacto ambiental, mas sendo igualmente muito seguro. O uso da bicicleta renasce por toda a Europa e nos Estados de charneira tornou-se um meio de transporte imprescindível no quotidiano dos cidadãos, independentemente da sua profissão ou posição social.
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Em Portugal, começam a dar-se os primeiros passos nestas áreas, mercê de iniciativas individualizadas e não concertadas, porquanto a bicicleta ainda é, quase exclusivamente, vista como instrumento de prática desportiva, sendo a esmagadora maioria das unidades comercializadas do tipo BTT ou de estrada. São poucos aqueles que utilizam a bicicleta no seu dia-a-dia com regularidade, negligenciando aspectos importantes como a sua saúde, a poupança de tempo, recursos e a redução do seu impacto ambiental (ou pegada ecológica).
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E no entanto, tal é algo que se tornará necessário a breve trecho, estando de imediato ao alcance de qualquer um. Voltaremos adiante a este assunto mais detalhadamente.

25 de outubro de 2007

Yuba


Neste planeta privilegiaremos a interacção com quem está desse lado. Por isso, a importância do blog de bordo desta aventura, mais até do que uma página web, para que o Planeta Q.I. cresça a par do projecto que se for traçando.
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Aqui, procuraremos estabelecer as vias para um mundo equilibrado, onde o desenvolvimento sustentado seja parte do dia-a-dia.
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Uma das compagnes de route, está retratada acima e consiste na introdução de um novo conceito de bicicleta para a mobilidade diária. No fundo, trata-se da aplicação do conceito SUV ao mundo das bicicletas, criando-se a categoria Sport Utility Bike, bicicletas com elevada capacidade de carga. Na foto, uma YUBA Mundo.

Início

Por vezes está lá, dentro de nós, um bichinho, uma ideia, algo adormecido que nos percorre subterraneamente as entranhas. Um calafrio por vezes, um sonho noutras, uma insatisfação mais acentuada, noites em claro frequentemente. Esboços, desenhos, planos e ideias fluídas. Às vezes sentimo-nos sós nessas vigílias e tornamo-nos chatos, obcecados, perante o mundo e os que nos rodeiam... e contudo o mundo parece que nos empurra com toda a energia. E nese momento atingimos a paz. É assim com pessoas, com projectos, quando encontramos uma causa. Às vezes temos muita sorte, encontramos as pessoas que connosco se identificam, nos motivam e nos fazem querer mudar o mundo, com quem partilhamos sonhos, se quisermos - como no conto de Sophia - a menina do mar que nos leva aos nossos limites e nos faz querer procurar o cume da montanha, no mar ou em terra, o ponto mais remoto da nossa própria existência. Quando acontece, consideramo-nos uns sortudos. É um processo que deixa marcas indeléveis que não nos deixam voltar a ser o que éramos. Por vezes é um processo rápido, noutras lento, mas quando lá chegamos é irreversível e a necessidade de procurar o nosso melhor eu torna-se premente, sobretudo quando temos a certeza de o encontrar, ainda que lá cheguemos sozinhos. Quando acontece, ficamos gratos ao que o destino nos tirou e deu nesse processo, porque não é um processo isento de perda.
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Passamos a amar, mais ainda, o mundo com tudo o que isso implica de compromisso e responsabilidade para com este planeta único que é o nosso; porque só há mundo num planeta, que por ora (e suspeitamos que por muito tempo) é só um, queremos contribuir para que seja melhor e para que o nosso legado para as gerações futuras seja preservado como um tesouro; para que os nossos filhos e não apenas uma geração distante, possam ter uma vida, preferencialmente melhor que as previsões actuais; porque é disso que se fala agora, no espaço de somente duas gerações que com toda a probabilidade conheceremos, porque são nossos filhos e netos. Teremos ocasião de regressar ao assunto, mas por ora, a frase a reter é que não queremos que a nossa vida seja mais fácil, queremos apenas que seja melhor(1).
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Este blog é uma declaração de princípio, um compromisso, uma celebração da liberdade da nossa e das duas gerações seguintes, face à ameaça do aquecimento global. Bem vindo(a) ao Planeta Terra, um lugar onde se pede que utilize todo o seu Q.I para a ajudar a salvar. Está em sua casa.
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(1) Kipchoge Spencer, fundador de Xtracycle Inc.