Pode parecer pouco ou até insignificante, mas não é. No Groupama 3 acabam de avistar o primeiro albatroz, ainda no Atlântico, mais ou menos à latitude da Cidade do Cabo. Numa volta ao mundo por via marítima, significa que acaba de se entrar no imenso Sul, normalmente abaixo do paralelo 40ºS, onde o carrossel das vagas gigantes e dos ventos depressionários se encadeiam de forma infernal. E que faz um albatroz em semelhantes paragens? Nada. Mas também voa e pesca e apenas virá a terra para acasalar e procriar.6 de fevereiro de 2008
O primeiro albatroz do Groupama
Pode parecer pouco ou até insignificante, mas não é. No Groupama 3 acabam de avistar o primeiro albatroz, ainda no Atlântico, mais ou menos à latitude da Cidade do Cabo. Numa volta ao mundo por via marítima, significa que acaba de se entrar no imenso Sul, normalmente abaixo do paralelo 40ºS, onde o carrossel das vagas gigantes e dos ventos depressionários se encadeiam de forma infernal. E que faz um albatroz em semelhantes paragens? Nada. Mas também voa e pesca e apenas virá a terra para acasalar e procriar.4 de fevereiro de 2008
Riding the Spine & Dolce Vita
Destaque-se, entre as montarias participantes, a fantástica Chupacabra tripulada por Goat, que é uma verdadeira sensação, a analisar demoradamente sob o ponto de vista do arrojo técnico.
Entretanto, ainda noutro registo, aproxima-se o tempo em que as crianças voltam a ir para a escola de comboio e bicicleta e a dolce vita da bicycle lifestyle regressa alegremente. Neste Inverno perdemos uma dezena de quilos, muito por culpa de uma coisa destas, mas o certo é que em quinze dias nos foi possível regressar ao comando de uma bicicleta. O progresso da medicina é notável.
30 de janeiro de 2008
Groupama 3: recorde entre Ouessant e a Linha do Equador
Com apenas 6 dias, 6 horas e 24 minutos de tempo decorrido desde o cruzamento da linha de partida em Ouessant, na costa Atlântica francesa, o trimarã Groupama 3 acaba de cruzar a linha do Equador, passando a navegar no Hemisfério Sul. Este passa a ser um tempo de referência na volta ao mundo e o mais rápido de sempre. O Equador é um - o primeiro - dos pontos de controlo e referência de tempo de entre os vários ao longo do percurso. Próximo encontro: Cabo da Boa Esperança, depois da delicada curva que aproximará o Groupama das costas brasileiras, numa rota peculiar inaugurada pelos navegadores portugueses para contornar o anticiclone de Santa Helena e assim aproveitar os melhores ventos para negociar a entrada no Indico Sul.Aqui pode verificar a comparação entre o percurso feito até ao momento pelo Groupama 3 e o actual detentor do recorde, o catamarã Orange 2 de Bruno Peyron, em 2005. Há quase 500 milhas de diferença entre um e outro à passagem pelo Equador, a favor do primeiro.
Perdas de água na rede pública em Lisboa
Segundo noticia o Expresso online esta tarde, a rede de distribuição de água para consumo humano na área de Lisboa perdeu 19,4 milhões de metros cúbicos em 2007, em 1.463 roturas nos ramais de abastecimento. [...]Estas perdas de água equivalem, por exemplo, a 3.800 tanques centrais do Oceanário de Lisboa, que tem capacidade de 5.000 metros cúbicos, ou a 19 dias consecutivos de captação, pela torre de bombagem existente na albufeira da Barragem de Castelo do Bode.
Os números, evidentemente, assustam, mas nem são, em termos relativos, dos piores no país. Faro, por exemplo, já chegou a perder cerca de metade da água que circula pelas suas tubagens. O que verdadeiramente choca é o desequilíbrio entre estes desperdícios e as situações de verdadeira carência em certas alturas do ano. Mais ainda, se nos detivermos na ideia que as guerras que vão começando em África muitas vezes têm como motivação o acesso à água por parte dos pastores (nómadas) por contraposição aos agricultores (sedentários). Ou que grande parte dos refugiados deste mundo o são por causa da água, associada a problemas de índole ambiental, seja pela subida das águas nos atóis do Pacífico, seja pela sua absoluta carência motivada por seca ou contaminação dos lençois freáticos.Parabéns Lego

Um mea culpa: nada disto tem que ver com o ambiente e as pecinhas até são de plástico e perdem-se amiúde, mas a Lego fez 50 anos e nem o Google se esqueceu de assinalar a efeméride. Na minha infância perdi as contas às peças que perdi, às que encontrei, às que me ofereceram, às que não sei como obtive, às que danifiquei, às que inventei, às horas de diversão e entretenimento em que as tardes voavam entre bocados de pão com manteiga e açucar, ou xarope de cenoura nos dias mais frios. Mas a verdade verdadinha é que ainda hoje, por vezes, numa ou noutra montra, o olhar como que se me prende naquelas pecinhas multicolor...29 de janeiro de 2008
73 minutos em Amsterdão
Parentesis "planetário" para...
... abordar o tema da curva da felicidade, que não é de somenos importância para o bom ambiente do planeta.«Para a pessoa média no mundo moderno, tanto a saúde mental como a felicidade chegam lentamente, não de repente num único ano».
«Só quando chega à casa dos 50 é que a maioria das pessoas deixa de ser susceptível à depressão. Mais tarde, aos 70, mantendo-se fisicamente em forma, as pessoas, em média, podem sentir-se tão felizes e mentalmente sãs como aos 20 anos».
Foto: Henry Cartier-Bresson
28 de janeiro de 2008
Troféu Júlio Verne em disputa
Época de tentativas de quebra de recordes no Hemisfério Norte. Depois da travessia do Atlântico Norte, Franck Cammas e o seu trimarã Groupama 3 atacam o recorde da volta ao mundo ajudados por uma tripulação constituída pelos melhores e mais experientes marinheiros do planeta. Em disputa está o Troféu Júlio Verne, criado por Yves Le Cornec em 1985. Destinava-se a ser entregue aos tripulantes da primeira embarcação utilizando exclusivamente como meio de propulsão a força do vento ou a força humana que conseguisse realizar a volta ao mundo em tempo inferior a 80 dias. Em 1993 Bruno Peyron arrecadou pela primeira vez o troféu, o qual actualmente está na posse... de Bruno Peyron, com um novo recorde estabelecido em 2005. O tempo de referência de Peyron, a bater, é de 50 dias, 16 horas, 20 minutos e 4 segundos. Cammas e o seu Groupama 3 partiram de Ouessant no passado dia 24 e deverão cruzar a linha de chegada antes de 15 de Março à 1 hora, 9 minutos e 21 segundos (CET).
Esta manhã, já à latitude de Cabo Verde, os velejadores franceses detinham um avanço de 250 milhas sobre o melhor tempo de referência. Todavia, apenas com a entrada no Grande Sul, pela porta do Cabo da Boa Esperança, se verá se a campanha pode ter sucesso. A percepção da meteorologia e o "saltitar" ordenado entre sistemas meteorológicos é fundamental neste tipo de exercício. Para já, a meteorologia parece (e de que maneira!) de feição.
Forum Social Mundial
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24 de janeiro de 2008
A árvore de Anne Frank
Valeu a pena a acção dos ambientalistas e dos muitos leitores de Anne Frank que se mobilizaram em defesa de uma árvore condenada à morte. O velho castanheiro das Índias que a jovem Anne Frank via todas as manhãs, do sótão da casa onde se escondia dos nazis, em Amesterdão, e sobre o qual escreveu passagens impressionantes no seu célebre diário, vai escapar à serra eléctrica. Ouvido aqui, esta manhã, por Fernando Alves, na TSF.
Noutro contexto, pode deixar uma folha na árvore de Anne Frank, observar a árvore a partir de uma câmara instalada no anexo onde Anne se escondeu dos nazis, ou efectuar um donativo para ajudar a salvá-la.
Ocean-Express, um novo recorde
23 de janeiro de 2008
Forum de Davos
Armazenamento de carbono florestal a Sul
Fonte: Portal Ambiente Online
Portugal pode ter de gastar mais em créditos de emissões
Portugal vai cumprir o Protocolo de Quioto. Os especialistas em alterações climáticas consideram que o país tem só esta opção. As dúvidas incidem agora nos custos. Perante a derrapagem do PNAC, a verba de 348 milhões de euros destinada à compra de direitos prevista poderá ser revista em alta. Mas também o Fundo Português de Carbono está a marcar passo.
Começou a contagem decrescente para o cumprimento do Protocolo de Quioto. Entre 2008 e 2012 é a prova de fogo para os 55 países que ratificaram o acordo internacional para a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). Portugal está em dificuldades para cumprir a meta de, nesse período, não ultrapassar as emissões de GEE em 27 por cento sobre o valor verificado em 1990.
Fonte: Jornal Água & Ambiente, Janeiro 2008







