19 de maio de 2009
A CP vira verde?

Parece uma evidência, mas para a CP não era. E nã se percebe como o argumento nunca tinha sido utilizado, nem como não se fazem outras comparações no género, noutras zonas do país. É mesmo difícil imaginar o que andam os administradores da CP a fazer para apenas agora se lembrarem do argumento que é de uma simplicidade estonteante, mas terrivelmente eficaz para despertar consciências.
Imagine-se que nas estradas e auto-estradas entre Lisboa e Porto circulavam mais 350 mil camiões durante um ano, ou seja, quase mais mil por dia. E imagine-se a quantidade de dióxido de carbono emitida para a atmosfera, o custo da ocupação da via pública e os riscos de congestionamento e de acidentes provocados por um tão elevado número de veículos pesados.
A CP fez as contas e concluiu que os 32 mil comboios de mercadorias que fez circular na Linha do Norte em 2008 correspondem a menos 351 mil camiões nas vias rodoviárias paralelas àquele eixo, evitando a emissão de 9,2 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera (tendo como padrão um camião Volvo a gasóleo, com 100 mil quilómetros e um período de vida útil de 300 mil quilómetros).Em contrapartida, a totalidade da frota a diesel da CP emitiu no ano passado 43 mil toneladas de CO2, correspondendo a um consumo de 15 milhões de litros de gasóleo, valores que equivalem a 650 mil euros no mercado de carbono europeu.Deste modo, a CP Carga gerou, em 2008, uma poupança ambiental de 137 milhões de euros, valor que na realidade deverá ser um pouco inferior porque não inclui as emissões de CO2 da produção de energia eléctrica que alimenta as catenárias.
A empresa diz que "as preocupações com a preservação do meio ambiente são cada vez mais um factor decisivo na escolha dos consumidores e das empresas, o que torna o modo ferroviário numa vantagem competitiva que não se pode nem se deve ignorar". Apesar disso, a quota da ferrovia no transporte de mercadorias em Portugal é de apenas quatro por cento, o que permite aferir dos ganhos ambientais que ainda se poderiam obter se mais toneladas fossem transportadas sobre carris.
É demasiado fácil, mas "il fallait y penser".
12 de maio de 2009
Maio: agenda preenchida

Ultrapassada a primeira prova em terras de Silves (que não correu mal de todo ao Planeta QI) no passado fim de semana, a Sul mergulha-se de imediato na segunda prova do mês, em Benafim, antes do regresso ao Ameixial no penúltimo fim de semana de Maio, esperemos que agora com menos água que em Dezembro último. A fechar o mês, a participação no Encontro Professor Arménio 2009.
15 de abril de 2009
Red Bull Downstairs
A Holanda não é conhecida pelas suas altas montanhas. Assim, um grupo de riders de Amesterdão resolveu adaptar o gosto pela prática do Downhill às circunstâncias locais da ausência de montanhas e encontrou no antigo edifício dos correios o campo ideal. Desta feita, com o apoio da Red Bull lançaram-se do décimo-primeiro piso, onde durante quatro anos funcionou o restaurante 11, percorrendo os vários lanços de escadas até ao rés-do-chão, perto das docas. O resultado é curioso:
1st European Handmade Bicycle Expo

Vagabonde Cycles
Em estreia absoluta na Europa, realiza-se entre 8 e 10 de Maio, o primeiro salão de bicicletas fabricadas à mão (EHBE ou European Handmade Bicycle Expo), no Congress-Centrum Stadtgarten, perto de Estugarda. O evento será uma réplica do NAHBS americano (North American Handmade Bicycle Show) e deverá atrair alguns dos mais conceituados artesãos europeus. Ao longo das próximas semanas tentaremos lançar um olhar sobre as produções de alguns desses artistas, que tentam conciliar a inovação com a tradição, a qualidade com a exclusividade.
Hoje o nosso olhar detem-se sobre a recente Vagabonde Cycles (acaba de completar o seu primeiro aniversário) do francês Patrice e da sua mulher Pascale, que conseguiram conciliar a paixão ciclística com a aventura dos raides e o fabrico artesanal de bicicletas, para já em duas gamas alternativas: as bicicletas de BTT confortável em aço que não têm como único objectivo a eficácia do cronómetro e as bicicletas de (longa) viagem, ambos conceitos complementares permitindo casar na perfeição a dinâmica com a robustez.
Em termos de material, Patrice utiliza apenas o aço de alta qualidade, como os tubos Reynolds 853 ou os Columbus, os quais lhe permitem uma qualidade irrepreensível de acabamentos, expressa na foto acima. Recomenda-se uma visita demorada ao site da Vagabonde e ao seu blog, onde a interacção com Patrice e Pascale não é apenas possível como também bem-vinda.
Hoje o nosso olhar detem-se sobre a recente Vagabonde Cycles (acaba de completar o seu primeiro aniversário) do francês Patrice e da sua mulher Pascale, que conseguiram conciliar a paixão ciclística com a aventura dos raides e o fabrico artesanal de bicicletas, para já em duas gamas alternativas: as bicicletas de BTT confortável em aço que não têm como único objectivo a eficácia do cronómetro e as bicicletas de (longa) viagem, ambos conceitos complementares permitindo casar na perfeição a dinâmica com a robustez.
Em termos de material, Patrice utiliza apenas o aço de alta qualidade, como os tubos Reynolds 853 ou os Columbus, os quais lhe permitem uma qualidade irrepreensível de acabamentos, expressa na foto acima. Recomenda-se uma visita demorada ao site da Vagabonde e ao seu blog, onde a interacção com Patrice e Pascale não é apenas possível como também bem-vinda.
14 de abril de 2009
Final press conference, Bonn 2009
Terminou a Conferência de Bona que lança a Cimeira de Copenhaga a ter lugar entre 7 e 18 de Dezembro com o objectivo de preparar um compromisso entre os Estados que deverá suceder ao Protocolo de Quioto para redução e controlo de emissão de gases provocando efeito de estufa. Nem todos os objectivos foram atingidos em Bona, mas há uma maior aproximação entre as partes no que tange à tolerância de valores das quotas. Regista-se uma maior flexibilidade na administração americana e chinesa neste momento, que permitem encarar com algum optimismo a próxima ronda de negociações, a ter lugar entre 1 e 12 de Junho, novamente em Bona.
2 de abril de 2009
1 de abril de 2009
Moof Cycles
A Moof Bike, desenhada por Sjoerd Smit, é uma bicicleta de desenho singular inspirada nas city bikes holandesas, mas com um design muito actual. Nela se destaca o quadro em alumínio, que integra luzes LED dianteiras e traseiras as quais se alimentam através de energia solar e devido ao design específico tornam-se mais difíceis de roubar ou danificar. A bicicleta é uma singlespeed, tem selim e punhos em pele, estando equipada com jantes de 28″, pneus Kenda Cosmos e guarda-lamas. Os travões são do tipo rear coaster. 30 de março de 2009
24 de março de 2009
17 de março de 2009
O factor espaço urbano
Quando se planeia a mobilidade dentro do espaço urbano, pode-se fazê-lo enquadrando um determinado número de variáveis e nesse enquadramento optar por fazer prevalecer umas em detrimento de outras, seja pela preservação da qualidade do ar, da diminuição do ruído, ou a redução da ocupação de espaço. E o espaço, na urbe moderna, é vital por um número infindável de motivos que se prende com o custo de construção e conservação das infra-estruturas em que se processa a circulação dos meios de transporte, sendo estas tanto mais agravadas pela quantidade de espaço necessário para transportar um determinado número de indivíduos ou carga, quanto a robustez da infra-estrutura para aguentar a agressividade do meio de transporte utilizado. Assim, um veículo pesado (autocarro, eléctrico, tramway) será altamente agressivo como unidade de elevada dimensão que é, mas ocupa incomparavelmente menos espaço que o automóvel necessário para transportar um número de pessoas equivalente. Todavia, dada a quantidade de automóveis necessários, isso motiva uma sobrecarga das infra-estruturas que se acaba por traduzir numa degradação mais rápida destas, com os custos inerentes que tal implica. Mais, na ocupação de espaço que faz, o automóvel é claramente o pior dos meios de transporte tanto em termos de sobrecarga, como ao nível de emissões poluentes. Evidentemente, no extremo oposto, o pedestre praticamente não tem impacto, assim como a bicicleta, igualmente um meio suave de transporte, que tem quase tanto impacto como o peão, embora ocupando uma parte significativa da rua quando estacionada, mas em todo o caso nada que se possa comparar com o automóvel, mas sobretudo a um nível muito próximo do autocarro, como se infere da foto acima.
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