
18 de setembro de 2009
17 de setembro de 2009
Ciclovias a patinar

Um vereador da Câmara Municipal de Loulé dizia há vários meses, orgulhoso, perante uma plateia, que Loulé acarinha e tem uma política ciclável. Na verdade, argumentava, o concelho é atravessado pela Ecovia do Algarve, a breve treco (então, segundo ele) seria lançado , o caderno de encargos para uma ciclovia que una Almancil à Quinta do Lago e outra que ligue Vale do Lobo a Almancil, sendo que a Quinta do Lago e Vale do Lobo já estão ligados pela Ecovia, que por sua vez as conecta a Quarteira. Perguntei-lhe quem estava a executar o caderno de encargos e a resposta não foi clara (penso que nem na cabeça dele a ideia estará clara). Perguntei-lhe em seguida se já teve oportunidade de visitar o troço da Ecovia e a forma como é sinalizada a ligação de Vale do Lobo a Quarteira (inexistente). Pareceu confuso, pelo que abandonei o assunto.
Discorreu em seguida que Loulé tem uma longa tradição no ciclismo (é um facto, ainda nesta Volta a Portugal obteve uma classificação meritória), tem duas pistas de BMX para os jovens e vários clubes e associações que promovem e organizam a prática do BTT. Evidentemente, nada disto tem que ver com políticas cicláveis, objectei, pelo que puxou do ás de trunfo e informou-me que estava construída uma ciclovia na zona nova a Nascente de Loulé, perto do hipermercado Continente "sendo que outras certamente se seguirão". Uma via com 850 metros, que conheço perfeitamente, é um verdadeiro case study, na medida em que liga uma horta (portanto não tem saída) a um arruamento rodeado de lotes por urbanizar.
Perguntei-lhe porque não se pensava em promover o uso da bicicleta nas cidades e vilas do concelho e ele disse que não é fácil, os hábitos instituídos, a falta de verba, o combate à desrtificação no interior. O costume, portanto. Perguntei-lhe se sabia quanto custava fazer um plano ciclável para Loulé, por exemplo. Depois aproveitei o silêncio para lhe explicar que um plano ciclável não carece de ciclovias, nem de esventrar ruas para instalar ciclovias.
E de facto assim é. Para tal apenas temos de criar três tipos de vias:
a) vias de velocidade máxima inferior a 30 kms/h
b) vias de velocidade entre 30 e 50 kms/h
c) vias de velocidade superior de 50 kms/h
Tome-se, no primeiro caso, como exemplo, na cidade de Faro. Numa via como a Avenida da República (a que vai da estação do caminho-de-ferro até ao Jardim da Doca (Manuel Bívar), uma vez que a velocidade de circulação será facilmente limitada a 30 kms/h (dada a existência de passadeiras elevadas já edificadas), é perfeitamente possível fazer partilhar a mesma via por bicicletas e trânsito mais pesado (de resto é a solução actual). Se se quiser proporcionar uma separação (porque a largura da via comporta), faça-se um traço no pavimento, com corredor de circulação para as bicicletas.
Tal solução pode igualmente ser aplicada em vias estreitas de circulação única, onde a bicicleta deve ocupar uma posição segura, não podendo ser ultrapassada se a largura da faixa não o permitir com segurança (um metro de distânca do veículo motorizado à bicicleta). Ou seja, existe PARTILHA da via entre a bicicleta e o restante trânsito.
Nas vias de velocidade entre 30 e 50 kms hora (na cidade de Faro um bom exemplo seria a Avenida 5 de Outubro e na cidade de Loulé a Av. 25 de Abril, que liga o Largo Duarte Pacheco à rotunda junto à CML) deve ser criado o corredor para bicicletas, sendo que a bicicleta deve estar na estrada. Este corredor não carece de ser uma ciclovia, basta que esteja assinalado no piso. Importante é que se garantam as condições de segurança na circulação para o ciclista, limitando a diferença de velocidades praticadas na via, através de passagens para peões elevadas e frequentes. Neste caso falar-se-ia de SEPARAÇÃO de trânsito.
Na terceira opção, deve-se criar a ciclovia perfeitamente demarcada e separada da faixa de rodagem, pelo que se falará de SEGREGAÇÃO. Em Faro, o exemplo perfeito seria o da Av. Calouste Gulbenkian, ou a estrada da rotunda do Aeroporto para a Praia de Faro e em Loulé a Av. que liga a rotunda da BP à zona industrial, ou as novas Avenidas de circunvalação (que a despeito de serem novas, não possuem este equipamento no seu planeamento).
O Sr. Vereador agradeceu, pediu-me o contacto, que forneci com prazer. Imagino que toda a informação tenha feito ricochete na cabeça do Sr. Vereador, dado que pouco se tem visto de novidades nesta matéria, mesmo ao nível do programa eleitoral para a campanha autárquica. Possivelmente o contacto também se perdeu. E uma oportunidade.
Autárquicas 2009 - a (i)mobilidade
Há dias, em conversa com um putativo candidato à presidência de uma câmara municipal algarvia, fiquei assombrado com os dislates que ouvi acerca de mobilidade. Fui entretanto tentando perceber a sensibilidade dos demais candidatos e autarcas em fim de mandato, e percebi que muitas das ideias (ou falta delas) são, infelizmente comuns. Seja quanto a políticas de transporte, ligações entre transportes ou intermodalidade, P+R, políticas cicláveis e por aí adiante.
Muito se queixavam da falta de dinheiro para deixar obra, sendo que na maior parte dos casos nem se sabia muito bem que obra (para além de estradas, rotundas, e uns metros de passeios sem nexo) se pretendia deixar. Evidentemente, saneamento básico, escolas, infra-etruturas sanitárias e de saúde, quartéis de bombeiros e de forças de segurança são questões essenciais e nem se discutem. Mas falamos de mobilidade e ao nível da mobilidade o problema coloca-se de forma séria. Assaz séria, se diria mesmo, uma vez que não existe uma proposta formulada para articulação de meios de transporte, um estudo, uma ideia que não se baseie unicamente no transporte motorizado individual.
Muito se queixavam da falta de dinheiro para deixar obra, sendo que na maior parte dos casos nem se sabia muito bem que obra (para além de estradas, rotundas, e uns metros de passeios sem nexo) se pretendia deixar. Evidentemente, saneamento básico, escolas, infra-etruturas sanitárias e de saúde, quartéis de bombeiros e de forças de segurança são questões essenciais e nem se discutem. Mas falamos de mobilidade e ao nível da mobilidade o problema coloca-se de forma séria. Assaz séria, se diria mesmo, uma vez que não existe uma proposta formulada para articulação de meios de transporte, um estudo, uma ideia que não se baseie unicamente no transporte motorizado individual.
Supõe-se que seja uma questão difícil, mas a verdade é que disso depende a qualidade de vida de uma elevada franja da população e a própria sustentabilidade (ambiental, económica e social) de uma cidade. E se nem num período tão favorável ao debate de ideias quanto seja o das eleições a questão se coloca, está claro qual será o desfecho para os próximos quatro anos: mais arraiais, festas populares, medievais (com as mesmas barracas das demais), feiras e mercadinhos.
16 de setembro de 2009
8 de setembro de 2009
15 de junho de 2009
8 de junho de 2009
2 de junho de 2009
UNFCCC Bonn Climate Change Talks
Inicia-se hoje, em Bona, mais um encontro que prepara o COP 15, ou seja, a cimeira que entre 7 e 18 de Dezembro, em Copenhaga, dentro de apenas 188 dias, procurará preparar o período pós-Protocolo de Quioto de forma a reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito de estufa. A diferença entre este encontro e os anteriores é que, pela primeira vez, não se debaterão apenas ideias, mas analisar-se-á um primeiro esboço escrito de tratado que visa regular as emissões daqueles gases. A forma como decorrer o encontro de Bona ditará muito provavelmente o sucesso ou insucesso da cimeira de Copenhaga.
A "Pleasant Revolution Music Tour" chegou ao fim
"On Halloween 2007, The Ginger Ninjas, and guest SHAKE YOUR PEACE!, launched the epic “Pleasant Revolution Bicycle Music Tour” from N. San Juan, California, heading 5000 miles down to the southern end of Mexico. There are no sag-wagons nor buses hauling our gear. Everything, including the 1000 Watt human-powered PA System, is hauled entirely on bicycle. The tour comes in the wake of the excitement at the first ever Bicycle Music Festival, Aug. 11, 2007, which announced the emerging bicycle-music movement to the world like a piano dropped from a 24th floor window announces itself to a San Francisco sidewalk: with life-altering momentum, filled with melodies, and destroying the oft-trod roads of old. Music and bicycles—universal symbols of humility, openness and connection, elements of our common humanity, and paragons of low-tech sustainability—become vehicles for seeing the world at human speed.
From the Sierra Nevada through the suburban wastelands and urban decay of southern California, over the world’s busiest border crossing, across the wilderness and austere beauty of Baja, into the heart of megapolitan Mexico City, and down to the land of mystic pyramids, the team will play shows, record music with local musicians, and advocate for a leapfrog-style transition to sustainable transportation.
The team comes with the message that bikes are an essential and beautiful part of a sustainable transportation system and that Mexico still has the opportunity to skip US-style development and our suburbanized cult of the car."
From the Sierra Nevada through the suburban wastelands and urban decay of southern California, over the world’s busiest border crossing, across the wilderness and austere beauty of Baja, into the heart of megapolitan Mexico City, and down to the land of mystic pyramids, the team will play shows, record music with local musicians, and advocate for a leapfrog-style transition to sustainable transportation.
The team comes with the message that bikes are an essential and beautiful part of a sustainable transportation system and that Mexico still has the opportunity to skip US-style development and our suburbanized cult of the car."
Planet Bike

Provavelmente é a mais séria das empresas que opera no mercado ciclável (embora o mercado para eles seja algo de muito relativo). Na Planet Bike comprometeram-se a entregar 25% dos seus lucros para cycling advocacy. Tendo em conta que a maioria das empresas atribui "apenas" 1-2% para defesa desta causa, e sabendo-se que outras, muito boas, chegam aos 10%, imagine-se o compromisso que a fasquia de 25% representa. O segredo? uma imensa qualidade em todos os produtos em carteira e uma elevada satisfação do cliente, mas sobretudo ideias muito claras acerca do negócio e do que defendem.
22 de maio de 2009
BTT Benafim 2009

A equipa X do Planeta Q.I. agradece ao Sport Clube Benafim a participação no passeio de dia 17 de Maio, aproveitando para desejar um óptimo ano desportivo a todos os seus membros.
19 de maio de 2009
A CP vira verde?

Parece uma evidência, mas para a CP não era. E nã se percebe como o argumento nunca tinha sido utilizado, nem como não se fazem outras comparações no género, noutras zonas do país. É mesmo difícil imaginar o que andam os administradores da CP a fazer para apenas agora se lembrarem do argumento que é de uma simplicidade estonteante, mas terrivelmente eficaz para despertar consciências.
Imagine-se que nas estradas e auto-estradas entre Lisboa e Porto circulavam mais 350 mil camiões durante um ano, ou seja, quase mais mil por dia. E imagine-se a quantidade de dióxido de carbono emitida para a atmosfera, o custo da ocupação da via pública e os riscos de congestionamento e de acidentes provocados por um tão elevado número de veículos pesados.
A CP fez as contas e concluiu que os 32 mil comboios de mercadorias que fez circular na Linha do Norte em 2008 correspondem a menos 351 mil camiões nas vias rodoviárias paralelas àquele eixo, evitando a emissão de 9,2 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera (tendo como padrão um camião Volvo a gasóleo, com 100 mil quilómetros e um período de vida útil de 300 mil quilómetros).Em contrapartida, a totalidade da frota a diesel da CP emitiu no ano passado 43 mil toneladas de CO2, correspondendo a um consumo de 15 milhões de litros de gasóleo, valores que equivalem a 650 mil euros no mercado de carbono europeu.Deste modo, a CP Carga gerou, em 2008, uma poupança ambiental de 137 milhões de euros, valor que na realidade deverá ser um pouco inferior porque não inclui as emissões de CO2 da produção de energia eléctrica que alimenta as catenárias.
A empresa diz que "as preocupações com a preservação do meio ambiente são cada vez mais um factor decisivo na escolha dos consumidores e das empresas, o que torna o modo ferroviário numa vantagem competitiva que não se pode nem se deve ignorar". Apesar disso, a quota da ferrovia no transporte de mercadorias em Portugal é de apenas quatro por cento, o que permite aferir dos ganhos ambientais que ainda se poderiam obter se mais toneladas fossem transportadas sobre carris.
É demasiado fácil, mas "il fallait y penser".
12 de maio de 2009
Maio: agenda preenchida

Ultrapassada a primeira prova em terras de Silves (que não correu mal de todo ao Planeta QI) no passado fim de semana, a Sul mergulha-se de imediato na segunda prova do mês, em Benafim, antes do regresso ao Ameixial no penúltimo fim de semana de Maio, esperemos que agora com menos água que em Dezembro último. A fechar o mês, a participação no Encontro Professor Arménio 2009.
15 de abril de 2009
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