22 de novembro de 2009
19 de novembro de 2009
Republic Bikes

Built by us & you. É assim que na Urban Outfiters anunciam a Aristotle bicycle, construída pela Republic e que, segundo a página da empresa, tem mais de 100.000 combinações de personalizações possíveis de acessórios e cores. Flip Flop fixed/free hub, fixie e coast hub são as opções disponíveis que desembaraçam o desenho da complicação de cabos de mudanças e travões. A cor dos componentes (até a corrente!) é livre e a bicicleta é enviada directamente para o cliente, que só tem de a retirar da caixa, endireitar volante e pedais para a unidade estar pronta. A este nível só conhecemos a Mission, mas a qualidade parece claramente diferente e as opções disponíveis em muito menor número. Irresistíveis em todo o caso quaisquer delas, mas como enorme mérito de se situarem numa gama de preços bastante mais baixa que o Rolls Royce das single speed, a norueguesa Alta.
Recycled Bikes
Ainda em Amesterdão, o Vitor repara bicicletas. Nada de novo ou sequer original, numa terra onde existem mais de um milhão de bicicletas. Mas o Vitor repara bicicletas, dizia. E vende bicicletas. E aluga bicicletas. Como várias dezenas de empresas e pequenas lojas, portanto até aqui nada de especial. Mas o Vitor recupera e recicla bicicletas de forma original e algumas constituem exemplares únicos. Ora, o Vitor faz disso a sua bandeira. Algumas das unidades são verdadeiramente geniais. E no reciclar é que está o ganho, pela vertente ecológica do negócio, mas sobretudo porque por vezes nos saem verdadeiras delícias na rifa. Por causa disso, o Vitor aluga bicicletas baratinhas, vende bicicletas muito baratas e volta a comprá-las por metade do preço, de tal forma que muitas vezes se torna mais barato comprar e vender que alugar uma bicicleta ao próprio Vitor (os preços são mesmo baixos). Não podemos deixar de recomendar, mas sobretudo de incentivar um negócio que potencialmente é uma excelente forma de começar um negócio com pouquíssimo investimento. Funcionaria em Portugal?
Um português em Amesterdão
Aqui há algum tempo escrevi um post sobre o Henry, um americano em Amesterdão. Pois bem, o Henry anda agora pelo Japão, mas antes de ir decidiu experimentar os selins da Tabor em algumas das suas bicicletas. Assim, a Brooks deixa de ter a hegemonia nas ruas de Amesterdão e, quem sabe, por metade do preço os holandeses passam a sentar-se em couro e molas nacionais. Fica feita a explicação e o reparo ao título.
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26 de outubro de 2009
25 de outubro de 2009
Parabéns ao ciclo-via.org
Em pleno dia de Festival Bike Portugal, votos de felicidades ao Ciclo-Via e desejos de continuação do excelente trabalho que tem realizado em prol da bicicultura.
21 de outubro de 2009
Um americano em Amesterdão
Onderwater Tandem
O Henry mudou-se há uns anos para Amesterdão, onde trabalhava em design de equipamento para a Philips. Obviamente, mal aterrou em Schipol foi contagiado pelo vírus da ciclocultura e tornou-se um adepto do modo de vida "light" daquela cidade. De tal forma que decidiu abandonar a sua carreira e fundou a Workcycles, que paulatinamente vem crescendo, tendo aberto há não muito tempo uma segunda loja em Jordaans. Em 25 de Outubro fazem seis anos e promovem o Oktoberfietsfeest.
E que tem a Workcycles de diferente de tantas outras lojas de bicicletas em Amesterdão? Muito pouco e ao mesmo tempo muita coisa. Para começar, são quinze as pessoas que ali trabalham a montar bicicletas à mão, com as especificações que o cliente muito bem entender, dentro de certas premissas de qualidade. As pessoas têm doze nacionalidades diferentes, mas a Babel de línguas não é um obstáculo. O trabalho é artesanal e não em produção maciça nem em série como existe em várias outras marcas. Depois, as bicicletas são absolutamente robustas e procuram satisfazer uma importante fatia de utilizadores que pretendem que a sua bicicleta seja o único veículo que possuem. Portanto, tem de ser capaz de transportar uma parte da família (crianças) e as compras do dia. A bicicleta tem ao mesmo tempo de ser elegante, funcionando como uma extensão da personalidade do seu utilizador, donde, tem de poder ser personalizada (número e tipo de velocidades, banco, acessórios, cores, tamanhos e feitios de quadros.
Para além da montagem, na Workcycles também alugam bicicletas que têm os atractivos de estar em óptimo estado e ser discretas, não se confundindo com as tradicionais bicicletas para aluguer de turistas pelo que permitem que o seu utilizador passe despercebido no tráfego da cidade. Recomendaria, para quem viaja com crianças, que considere um modelo bakfiets ou tandem, qualquer deles pleno de astúcias e comodidades.
Vale a pena passar pela página da Workcycles, que tem no blog do Henry uma extensão menos institucional e mais pessoal, para uma visita demorada.
VI Festival Bike Portugal

Começa nesta sexta-feira, dia 23, o VI Festival Bike Portugal, nas instalações do CNEMA, em Santarém, o qual se prolongará até Domingo. Este ano cabe destacar, a par de diversos eventos competitivos e demonstrações desportivas, a realização do V Encontro de Cicloturimo Nacional e bem assim a realização de uma conferência subordinada ao tema "A bicicleta e a mobilidade sustentável", cujo painel nos deixa antever um interessante debate. Haverá ainda espaço para um útil workshop sobre mecânica de bicicletas. O programa do festival encontra-se aqui.
12 de outubro de 2009
BYPAD - um programa à medida das autarquias?

A poeira nas autarquias começa hoje a assentar. Assim sendo, será talvez altura de pedir aos novos e aos mais antigos autarcas que mostrem o seu compromisso com políticas de mobilidade urbana que, de uma forma geral, foram sendo apregoadas nuns casos ou constituíram verdadeiras promessas noutros. Porque os planeadores das cidades nem sempre fazem ideia de como deve ser dirigido um levantamento das necessidades dos habitantes, foi criada uma ferramenta útil e simplificada que, sob a forma de um questionário, permite efectuar esse levantamento de forma eficaz e padronizada. Tal ferramenta tem o nome de Bicycle Policy Audit (BYPAD) e tem como principal vertente a análise de uma eventual política ciclável, fornecendo em seguida o acompanhamento, monitorização e implementação de medidas para a sua melhoria, integrando a região, cidade ou aglomerado em encontros de congéneres, fornecendo documentação e organizando seminários onde são apresentados diversos casos e experiências realizadas em outras zonas europeias.
Naturalmente, a parte interessante é a existência de um manual de boas práticas que permite a eficaz implementação de políticas de mobilidade ciclável, em adequação e articulação com outros meios de transporte. À atenção dos departamentos do ordenamento das cidades, esta importante ferramenta, que num curto espaço de tempo permite medir e melhorar o pulso às cidades no que tange a esta realidade.
Em Portugal, o BYPAD está representado pelo Engº Jorge Gonçalves Coelho, da AMAL, o qual já participou activamente na implementação da Ecovia do Algarve.
9 de outubro de 2009
7 de outubro de 2009
Parqueamento de bicicletas em Faro
Em Faro esboçou-se a instalação de parqueamento de bicicletas em alguns pontos da cidade. Nem sempre a escolha dos locais foi das mais felizes, mas o que verdeiramente incomoda é que ninguém parece ter lido o manual de instruções da instalação dos parqueamentos, que até são bonitos e eficazes por sinal. Assim, desde a colocação do equipamento de encontro a paredes, árvores, ou no passeio mesmo junto à faixa de rodagem, que impede que seja presa uma das rodas da bicicleta, ou a sua utilização por ambos os lados, há de tudo um pouco. Do mal o menos, torna-se divertido empreender uma caça ao tesouro que consista em descobrir um módulo correctamente instalado. Há instalações verdadeiramente criativas e com algum sentido de humor. Evidentemente, não é nada que impeça o uso dos equipamentos mas, uma vez que se gastou o dinheiro, porque não fazer bem?
24 de setembro de 2009
23 de setembro de 2009
Quanto tempo demora criar uma via ciclável?
Era esta a pergunta que num recente debate se fazia a um candidato a uma autarquia. Evidentemente, não sabendo de que tipo de via se tratava, o candidato foi dizendo que isso depende um plano mais vasto, do levantamento das implicações, da segurança dos ciclistas a considerar... Enfim, ao fim de um par de minutos ainda não se tinha a resposta, de forma que a minha atenção se prendeu noutro lado.
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E no entanto, apesar de reconhecer algum mérito na resposta do candidato, não posso deixar de me preocupar com a impreparação que dela resulta. Evidentemente, não é a mesma coisa criar condições de circulação para ciclistas na Av. da Liberdade em Lisboa, no Passeio Ribeirinho, ou em Vila Real de Santo António. Mas são situações extremas. E só os casos de verdadeira segregação é que são verdadeiramente uma fonte de preocupações.
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Tome-se o exemplo de uma cidade europeia de dimensões generosas: Paris. Em menos de um ano traçaram-se mais de 300 kms de vias para circulação de bicicletas, algumas com sharrows, outras em corredores reservados a transportes públicos. Se é absolutamente seguro? Não. Mas é mais do que era. Com efeito, é agora possível descer a Av. Franklin Roosevelt, atravessar os Campos Elísios, o Sena e seguir para ou pela margem esquerda, de bicicleta, utilizando corredores criados para o efeito, a maior parte na rua, em comunhão com o restante tráfego (para comprovar basta ir ao Google Maps e comprovar com a vista de rua). O mesmo acontece na paradigmática Amsterdão, ou mesmo em Copenhaga, onde a maioria do trânsito não é verdadeiramente segregado dado que a largura das ruas não o comportaria (como se vê no vídeo anterior "city of cyclists").
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Em que ficamos então? Para responder à questão supra, havendo vontade e escolhido o ponto a partir do qual se iniciará o processo de implementação - que deve ser o centro da cidade e não a perferia urbana, porque ali serve mais pessoas e de onde se queira retirar o maior fluxo de tráfego - este alastrará muito rapidamente, computados os benefícios que deste resultam e a simplicidade que reveste, dado que a infra-estrutura principal - as ruas - já existe. Um plano ciclável limita-se ao óbvio, nada mais que isso, portanto.
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