16 de março de 2012

Car replacer?


Ao fim de nove meses de uso intenso de bicicleta, maioritariamente utilizada no percurso casa-trabalho-casa em detrimento do automóvel (3.500 kms), creio que a imagem acima pode ser utilizada com (quase) toda a propriedade. É certo que não está nos meus horizontes desfazer-me do popó, mas este passa agora muito mais tempo fechado na garagem, sem sair. Os resultados são os esperados (e evidentes), mas nunca é demais repeti-los:

POSITIVOS: 

- A manutenção do automóvel espaçou-se consideravelmente no tempo e as revisões necessitam de empregar menos material e peças;
- O seguro foi revisto, pois reduziu-se consideravelmtente o risco de circulação;
- A despesa de combustível baixou consideravelmente e o consumo também, pois o automóvel passou a ser utlizado apenas quando necessário e verdadeiramente se justifica (escassa utilização do motor a frio);
- A jóia e a mensalidade do ginásio nem chegou a ser paga;
- 4 kgs a menos;
- Melhor forma física
- Menos saídas de BTT ao fim de semana, menos desgaste de peças "tecnológicas"
- Meio de transporte individual
- Melhor qualidade do sono
- Maior serenidade
- Maior índice geral de satisfação pessoal
- Menor propensão para o consumo (uma consequência do ponto anterior?)

NEGATIVOS:

- Alguns calafrios com as tangentes dos veículos a motor
- Menos saídas de BTT
- Maior duração de algumas deslocações (embora sem sempre seja um aspeto negativo)
- Alguma dificuldade em combinar vestuário e aspeto formal com a bicicleta em certas ocasiões
- Preconceito social
- Meio de transporte individual

9 de março de 2012

Copenhaga: Solutions for sustainable cities


A cidade de Copenhaga tem como objetivo tornar-se neutra em termos de emissões de CO2 até 2025. Nessa medida, tem investido na promoção do seu CCC (Copenhagen Cleantech Cluster). Mas mais do que isso, tornou o objetivo numa verdadeira forma de promover a cidade no exterior e, bem assim, permitindo abrir mercado às empresas que produzem tecnologia compatível com o conceito. Assim, a cidade funciona como embaixadora dos seus empresários ao mesmo tempo que adquire visibilidade que a todos beneficia, vendendo o seu know-how um pouco por todo o mundo:


Muito interessante e pouco divulgado, o conceito de "cooling district".

7 de janeiro de 2012

Biodesign ou bioarte?



A bicicleta e a estante, dois objetos intemporais, fundidos numa peça única de urbanismo minimalista. Um belo exemplo de simplicidade e design perfeitamente conjugados e interpretados pela italiana BYografia.


6 de janeiro de 2012

Maxi Banque Populaire - o mundo na palma da mão

O mundo ficou mais pequeno. Há instantes, o trimarã Banque Populaire cumpriu uma volta ao globo terrestre, sem escalas, em 45D 13H 42', o que passa a representar o recorde absoluto de circum-navegação à vela ou a motor. Longe vão os 80 dias da volta ao mundo de Júlio Verne. O francês Loïck Peyron e a sua tripulação passam a ser os mais rápidos navegadores do planeta. Como curiosidade, fizeram a sua viagem em menos tempo que Pedro Álvares Cabral levou a chegar ao Brasil, ou Colombo às Américas. A velocidade máxima alcançada foi de 46 nós (85,19 kms/h) e pela primeira vez foi possível percorrer 1.000 milhas náuticas (1.852 kms) num único dia.

19 de dezembro de 2011

Bikeability midterm seminar

Cities for zero-emission travel and public health 





A transição do aumento do transporte de pessoas do automóvel para as bicicletas é geralmente considerada como um ganho para a sociedade, de forma mais profunda, em termos de redução de emissões e aumento da saúde pública. No entanto, o modo de partilha da bicicleta diminuiu nos últimos anos, levando à conclusão pelo Governo dinamarquês, que as condições para o uso da bicicleta  devem ser melhoradas para aumentar o uso desta como meio de transporte. Este projecto de investigação parte desta conclusão e incide sobre as pré-condições para o uso da bicicleta; os possíveis efeitos das mudanças do ambiente urbano e infra-estruturas cicláveis bem como as metodologias para a avaliação de alterações nas redes existentes com base em dados espacialmente existentes a um micro nível. Desta forma, o foco estratégico do projeto é o modo como reforçar a capacidade do uso da bicicleta (bike-ability) em áreas urbanas, em quatro níveis:

a) mudanças sociais, culturais e demográficas da população urbana;
b) mudanças na estrutura urbana (densidade populacional, quantidade e qualidade de vias cicláveis, respetiva localização e infra estruturas); 
c) mudanças na infraestrutura ciclável (novas ciclovias, viadutos)
d) mudanças na programação da rede viária (semáforos, segregação da rede ciclável)

Naturalmente, o modelo tem em conta estudos comportamentais e motivacionais e toma por base a sociedade dinamarquesa. Contudo, o seminário destina-se a permitir a aplicação dos resultados do projeto alargando-o a outras zonas do globo, onde se pretenda implementar ou amplicar o uso da bicicleta como meio de transporte.


15 de dezembro de 2011

15 de novembro de 2011

A Terra em "time lapse"


A Terra em time lapse vista da Estação Espacial Internacional

A sequência fotográfica foi captada pela tripulação da Estação Espacial Internacional, de Agosto a Outubro de 2011, e depois reunida em vídeo (usando a técnica de "time-lapse") revelando imagens soberbas do planeta Terra visto do espaço. A Aurora Boreal, as luzes das cidades ao longo do planeta, os relâmpagos das trovoadas e o contorno dos continentes, tão detalhado que é possível reconhecê-los imediatamente, são algumas das maravilhas que se podem ver neste vídeo.

Segundo o "Daily Mail", as imagens, divulgadas pela NASA, foram compiladas por Michael Konig, especialista em "time-lapse", que afirmou que o vídeo teve alguma pós produção, "para fluir melhor", mas "não tem qualquer tipo de manipulação gráfica", sendo as imagens "perfeitamente reais", tal como foram captadas.

Time-lapse

O "time-lapse" é uma técnica que consiste em tirar uma fotografia, de um ponto fixo e a determinados intervalos de tempo (pode ser de 3 em 3 segundos, minuto a minuto, ou mais), e depois reproduzir essa mesma sequência de imagens em tempo real, ou seja 24 imagens por segundo. Assim, consegue-se um vídeo onde é possível visualizar, em poucos segundos/minutos, as alterações que, na vida real, demor­aram horas a acontecer.

31 de outubro de 2011

Volvo Ocean Race

Os Volvo Open 70 estão de volta ao mar. Começou no dia 29 mais uma edição da Volvo Ocean Race (antiga Witbread) com a in-port race. Com saída de Alicante dentro de cinco dias, com passagem por quatro oceanos, cinco continentes, dez cidades (uma das quais Lisboa), a edição deste ano deverá ser renhida, uma vez que as condições de navegação serão mais variadas que o costume e houve um esforço para que os barcos sejam o mais equilibrados possível.

Dentro de cinco dias os VO70 começarão a descida de seis mil e quinhentas milhas até ao sopé da Table Mountain, na Cidade do Cabo.



Alicante, 29 de Outubro 2011

11 de dezembro de 2010

Adoptado acordo sobre alterações climáticas em Cancun


O acordo concluído hoje inclui a criação de um Fundo Verde, uma ajuda de cem milhões de dólares anuais para os países em desenvolvimento a partir de 2020. A totalidade do acordo discutido na cimeira sobre alterações climáticas em Cancun, que inclui a criação de um Fundo Verde para ajuda aos países em desenvolvimento, foi adoptada este sábado.

«Esta é uma nova era internacional da cooperação em termos de alterações climáticas», afirmou a ministro mexicanos dos Negócios Estrangeiros, Patrícia Espinosa.

Apesar dos aplausos da maior parte dos delegados presentes, a Bolívia discordou deste acordo por este fazer exigir pouco das nações desenvolvidas em termos de cortes nos gases de efeito estufa.

16 de novembro de 2010

COP16 e CMP 6, Cancun, Mexico


A pouco menos de uma semana do início da nova ronda de negociações que terá lugar em Cancun, México, já começaram os trabalhos organizatórios na "messe" onde decorrerá o encontro. A 16ª COP (Conference of the Parties) e a 6ª CMP (Conference of the Parties serving to Kyoto Protocol) decorrerá entre 29 de Novembro e 10 de Dezembro de 2010. O objetivo é, recorde-se, acordar de forma vinculativa os termos de um protocolo que suceda ao Protocolo de Quioto, que cessa os seus efeitos em 2012. Há um ano, em Copenhaga, o objetivo não foi atingido, na medida em que os representantes de alguns Estados não possuíam mandato suficiente de representação destes, pelo que não se puderam comprometer com um tratado vinculativo (caso dos Estados Unidos e da Austrália, por exemplo), enquanto outros Estados não quiseram comprometer unilateralmente, ou sem ver satisfeitas certas contrapartidas. Assim, o acordo possível foi este. Ao longo do ano foi possível constatar uma evolução das consciências, mas nada que nos permita encarar com verdadeiro otimismo a nova ronda negocial, sobretudo tendo em atenção o recente resultado das eleições norte-americanas.