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18 de dezembro de 2007

Porto - Estratégia de sustentabilidade

Em Dezembro de 2008 a Agência de Energia do Porto (AdEPorto) compromete-se a apresentar uma proposta de «estratégia para um Porto sustentável», na perspectiva da Agenda 21 Local. Neste sentido, assinou, ontem, um protocolo com a autarquia portuense.
A AdEPorto terá como tarefas a caracterização do suporte ambiental para a cidade (água, ar, solo, áreas verdes, paisagem e energia, tendo em conta a sua expressão territorial. A problemática do ordenamento urbano com o urbanismo, as áreas verdes, os usos da água ou a avaliação dos impactos das actividades na cidade, tais como a da construção e gestão do edificado existente, são outros dos assuntos a ter em conta.
«É uma tarefa ousada e ambiciosa. O Porto já vai sonhando em ser um paradigma das cidades sustentáveis da Europa para os próximos anos», afirmou ontem o presidente da agência, Oliveira Fernandes.
Dos 308 municípios existentes em Portugal, 80 já constam dos 36 processos de Agenda 21 Local. Apesar do crescimento na quantidade de processos, Portugal ainda é o país europeu «com menos processos de A21L em curso, com cerca de 20 por cento dos municípios a levar em conta as orientações saídas das Conferência do Rio (1992) e de Joanesburgo (2002)», de acordo com os dados compilados pelo Grupo de Estudos Ambientais da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa para o portal da iniciativa. A juntar à fraca adesão, muitos dos processos têm dificuldade em manter-se no tempo e transpor a fase de plano de acção.


16 de novembro de 2007

Local Resources XXI

Do texto da Carta de Aalborg a que já aqui se fez referência (existe um link à esquerda sob a designação Local Resources XXI) nesta página, resultam diversos compromissos para implementação de práticas de desenvolvimento sustentado. O projecto Local Resources XXI é co-financiado pela União Europeia e é acessível aos diversos governos e autarquias que pretendam implementar medidas de desenvolvimento sustentado em diversas cidades e vilas europeias ao nível da governação, ambiente, consumo de recursos, saúde, economia, mobilidade urbana, entre outras. No que aqui nos interessa referir, foram criadas diversas ferramentas (tool kits) que estão acessíveis on-line para implementação deste tipo de políticas. O que não se percebe é porque motivo as mesmas não são utilizadas (passarão despercebidas?) pelos nossos gestores públicos para aumento de qualidade de vida das cidades. São raras e honrosas as excepções a esta constatação e mais raras ainda as manifestações de activismo na sociedade civil para implementação de políticas de sustentabilidade. Deter-nos-emos novamente neste assunto mais adiante.