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30 de abril de 2013

Parabéns Sevilha

Segundo o índice anual publicado pela copenhagenize.eu, Sevilha está colocada no quarto posto do ranking em 2013, apenas atrás de Amesterdão, Copenhaga e Utrecht. Em apenas 7 anos a cidade passou de um uso marginal da bicicleta de 0,5% para 7% (aumento médio de 6,5% ao ano) no conjunto das deslocações dentro da sua área urbana, devido a um moderno e eficaz planeamento, combinadas com um forte ativismo e vontade política. As bicicletas de uso partilhado também constituem um forte incentivo para o sucesso do projeto.


Embora longe dos 30% das três primeiras cidades, Sevilha é a cidade onde o uso da bicicleta mais tem crescido e a que tem as melhores e mais modernas infraestruturas.



The Copenhagenize Index - Tokyo

Na implementação de um plano ciclável, a barreira de 5% aparece como muito difícil, sendo a meta dos 15%  aquela com que todos os planeadores sonham. Novos desafios se colocam, mas desde já há um grande obstáculo no horizonte: em Espanha discute-se a implementação da obrigatoriedade de uso do capacete na bicicleta, o que pode constituir um forte revés se for aprovado.


19 de novembro de 2009

Recycled Bikes

Ainda em Amesterdão, o Vitor repara bicicletas. Nada de novo ou sequer original, numa terra onde existem mais de um milhão de bicicletas. Mas o Vitor repara bicicletas, dizia. E vende bicicletas. E aluga bicicletas. Como várias dezenas de empresas e pequenas lojas, portanto até aqui nada de especial. Mas o Vitor recupera e recicla bicicletas de forma original e algumas constituem exemplares únicos. Ora, o Vitor faz disso a sua bandeira. Algumas das unidades são verdadeiramente geniais. E no reciclar é que está o ganho, pela vertente ecológica do negócio, mas sobretudo porque por vezes nos saem verdadeiras delícias na rifa. Por causa disso, o Vitor aluga bicicletas baratinhas, vende bicicletas muito baratas e volta a comprá-las por metade do preço, de tal forma que muitas vezes se torna mais barato comprar e vender que alugar uma bicicleta ao próprio Vitor (os preços são mesmo baixos). Não podemos deixar de recomendar, mas sobretudo de incentivar um negócio que potencialmente é uma excelente forma de começar um negócio com pouquíssimo investimento. Funcionaria em Portugal?

Um português em Amesterdão

Aqui há algum tempo escrevi um post sobre o Henry, um americano em Amesterdão. Pois bem, o Henry anda agora pelo Japão, mas antes de ir decidiu experimentar os selins da Tabor em algumas das suas bicicletas. Assim, a Brooks deixa de ter a hegemonia nas ruas de Amesterdão e, quem sabe, por metade do preço os holandeses passam a sentar-se em couro e molas nacionais. Fica feita a explicação e o reparo ao título.

21 de outubro de 2009

Um americano em Amesterdão

Onderwater Tandem

O Henry mudou-se há uns anos para Amesterdão, onde trabalhava em design de equipamento para a Philips. Obviamente, mal aterrou em Schipol foi contagiado pelo vírus da ciclocultura e tornou-se um adepto do modo de vida "light" daquela cidade. De tal forma que decidiu abandonar a sua carreira e fundou a Workcycles, que paulatinamente vem crescendo, tendo aberto há não muito tempo uma segunda loja em Jordaans. Em 25 de Outubro fazem seis anos e promovem o Oktoberfietsfeest.

E que tem a Workcycles de diferente de tantas outras lojas de bicicletas em Amesterdão? Muito pouco e ao mesmo tempo muita coisa. Para começar, são quinze as pessoas que ali trabalham a montar bicicletas à mão, com as especificações que o cliente muito bem entender, dentro de certas premissas de qualidade. As pessoas têm doze nacionalidades diferentes, mas a Babel de línguas não é um obstáculo. O trabalho é artesanal e não em produção maciça nem em série como existe em várias outras marcas. Depois, as bicicletas são absolutamente robustas e procuram satisfazer uma importante fatia de utilizadores que pretendem que a sua bicicleta seja o único veículo que possuem. Portanto, tem de ser capaz de transportar uma parte da família (crianças) e as compras do dia. A bicicleta tem ao mesmo tempo de ser elegante, funcionando como uma extensão da personalidade do seu utilizador, donde, tem de poder ser personalizada (número e tipo de velocidades, banco, acessórios, cores, tamanhos e feitios de quadros.

Para além da montagem, na Workcycles também alugam bicicletas que têm os atractivos de estar em óptimo estado e ser discretas, não se confundindo com as tradicionais bicicletas para aluguer de turistas pelo que permitem que o seu utilizador passe despercebido no tráfego da cidade. Recomendaria, para quem viaja com crianças, que considere um modelo bakfiets ou tandem, qualquer deles pleno de astúcias e comodidades.

Vale a pena passar pela página da Workcycles, que tem no blog do Henry uma extensão menos institucional e mais pessoal, para uma visita demorada.

15 de abril de 2009

Red Bull Downstairs

A Holanda não é conhecida pelas suas altas montanhas. Assim, um grupo de riders de Amesterdão resolveu adaptar o gosto pela prática do Downhill às circunstâncias locais da ausência de montanhas e encontrou no antigo edifício dos correios o campo ideal. Desta feita, com o apoio da Red Bull lançaram-se do décimo-primeiro piso, onde durante quatro anos funcionou o restaurante 11, percorrendo os vários lanços de escadas até ao rés-do-chão, perto das docas. O resultado é curioso:

29 de janeiro de 2008

73 minutos em Amsterdão

Nieuw Markt, Amsterdão

A internet está cheia de páginas acerca de Amsterdão e das suas ruas repletas de bicicletas, de artigos, comentários e suspiros acerca do modelo que a Veneza do Norte é ou deveria ser para qualquer cidade que deseje implementar vias cicláveis. Brian é um americano que em 12 de Setembro de 2006 passou acidentalmente por Amsterdão durante um périplo pela Europa. Nesta cidade, Brian sentou-se numa esplanada na praça Nieuw Markt a tomar um café e reparou quão diferentes são as bicicletas e as pessoas que as utilizam. Assim, durante os 73 minutos que demorou a tomar um café, Brian tirou 82 fotografias das distintas "Amsterdam Bicycle Trends" (para manter a expressão original do autor). O resultado é este. O engraçado é que grande parte da essência de Amsterdão está captada na sequência de fotos.

14 de novembro de 2007