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11 de dezembro de 2010

Adoptado acordo sobre alterações climáticas em Cancun


O acordo concluído hoje inclui a criação de um Fundo Verde, uma ajuda de cem milhões de dólares anuais para os países em desenvolvimento a partir de 2020. A totalidade do acordo discutido na cimeira sobre alterações climáticas em Cancun, que inclui a criação de um Fundo Verde para ajuda aos países em desenvolvimento, foi adoptada este sábado.

«Esta é uma nova era internacional da cooperação em termos de alterações climáticas», afirmou a ministro mexicanos dos Negócios Estrangeiros, Patrícia Espinosa.

Apesar dos aplausos da maior parte dos delegados presentes, a Bolívia discordou deste acordo por este fazer exigir pouco das nações desenvolvidas em termos de cortes nos gases de efeito estufa.

19 de maio de 2009

A CP vira verde?


Parece uma evidência, mas para a CP não era. E nã se percebe como o argumento nunca tinha sido utilizado, nem como não se fazem outras comparações no género, noutras zonas do país. É mesmo difícil imaginar o que andam os administradores da CP a fazer para apenas agora se lembrarem do argumento que é de uma simplicidade estonteante, mas terrivelmente eficaz para despertar consciências.

Imagine-se que nas estradas e auto-estradas entre Lisboa e Porto circulavam mais 350 mil camiões durante um ano, ou seja, quase mais mil por dia. E imagine-se a quantidade de dióxido de carbono emitida para a atmosfera, o custo da ocupação da via pública e os riscos de congestionamento e de acidentes provocados por um tão elevado número de veículos pesados.

A CP fez as contas e concluiu que os 32 mil comboios de mercadorias que fez circular na Linha do Norte em 2008 correspondem a menos 351 mil camiões nas vias rodoviárias paralelas àquele eixo, evitando a emissão de 9,2 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera (tendo como padrão um camião Volvo a gasóleo, com 100 mil quilómetros e um período de vida útil de 300 mil quilómetros).Em contrapartida, a totalidade da frota a diesel da CP emitiu no ano passado 43 mil toneladas de CO2, correspondendo a um consumo de 15 milhões de litros de gasóleo, valores que equivalem a 650 mil euros no mercado de carbono europeu.Deste modo, a CP Carga gerou, em 2008, uma poupança ambiental de 137 milhões de euros, valor que na realidade deverá ser um pouco inferior porque não inclui as emissões de CO2 da produção de energia eléctrica que alimenta as catenárias.

A empresa diz que "as preocupações com a preservação do meio ambiente são cada vez mais um factor decisivo na escolha dos consumidores e das empresas, o que torna o modo ferroviário numa vantagem competitiva que não se pode nem se deve ignorar". Apesar disso, a quota da ferrovia no transporte de mercadorias em Portugal é de apenas quatro por cento, o que permite aferir dos ganhos ambientais que ainda se poderiam obter se mais toneladas fossem transportadas sobre carris.

É demasiado fácil, mas "il fallait y penser".

14 de abril de 2009

Final press conference, Bonn 2009

Terminou a Conferência de Bona que lança a Cimeira de Copenhaga a ter lugar entre 7 e 18 de Dezembro com o objectivo de preparar um compromisso entre os Estados que deverá suceder ao Protocolo de Quioto para redução e controlo de emissão de gases provocando efeito de estufa. Nem todos os objectivos foram atingidos em Bona, mas há uma maior aproximação entre as partes no que tange à tolerância de valores das quotas. Regista-se uma maior flexibilidade na administração americana e chinesa neste momento, que permitem encarar com algum optimismo a próxima ronda de negociações, a ter lugar entre 1 e 12 de Junho, novamente em Bona.

23 de janeiro de 2008

Armazenamento de carbono florestal a Sul

O solo contém mais de 50 por cento do carbono total do ecossistema e quanto mais denso for o coberto arbustivo mais elevado é o teor de carbono. Esta é uma das conclusões do projecto «Agro543 – O sequestro do carbono e gestão florestal sustentável no sul de Portugal», apresentado hoje na Fundação Luso-Americana. «O potencial de sequestro de carbono estende-se ao sul, litoral, e entre a zona de Coruche e Ferreira do Alentejo», especifica Alexandra Correia, do Instituto Superior de Agronomia (ISA), parceira do projecto promovido pela Associação de Produtores Florestais (AFLOPS).

O objectivo desta iniciativa é obter a quantificação do reservatório e da capacidade de sequestro de CO2 em ecossistemas florestais de pinheiro bravo e pinheiro manso, já que «até agora não havia nenhuma informação publicada sobre biomassa e sequestro de carbono nestes ecossistemas», actualizou Pedro Ochôa de Carvalho, do ISA, na abertura do evento.

Com a colaboração dos proprietários florestais foram analisadas 25 parcelas permanentes, das quais 19 de pinheiro manso e 6 de pinheiro bravo, em cinco herdades, nas localidades de Coruche, Pegões, Águas de Moura, Alcácer do Sal e Santa Margarida do Sado. A análise permitiu concluir que os ramos concentram a percentagem maior de biomassa (45 por cento), seguidos do lenho (41 por cento) e raízes (16 por cento). As estimativas de biomassa sustentam-se nos dados do Inventário Florestal Nacional, cuja revisão será brevemente publicada, adianta Alexandra Correia do ISA. Já a medição do teor de carbono implicou a elaboração de equações alométricas, com base em metodologias aceites pelo Intergovernmental Panel On Climate Change e pela Good Practice Guidance for Land Use, Land Use Change and Forestry.

Pelas experiências realizadas nas cinco herdades em estudo, entre 2005 a 2007, concluiu-se que o teor do carbono é mais elevado na base da árvore do que no topo, e existe em maior quantidade em árvores de grande dimensão. «Mas a partir dos 30 anos de vida é a componente da copa que passa a conter mais teor de carbono, mais até que o lenho ou o tronco, isto porque é nessa altura que as copas começam a abrir», elucida Alexandra Correia.

Fonte: Portal Ambiente Online

Portugal pode ter de gastar mais em créditos de emissões

Portugal vai cumprir o Protocolo de Quioto. Os especialistas em alterações climáticas consideram que o país tem só esta opção. As dúvidas incidem agora nos custos. Perante a derrapagem do PNAC, a verba de 348 milhões de euros destinada à compra de direitos prevista poderá ser revista em alta. Mas também o Fundo Português de Carbono está a marcar passo.

Começou a contagem decrescente para o cumprimento do Protocolo de Quioto. Entre 2008 e 2012 é a prova de fogo para os 55 países que ratificaram o acordo internacional para a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). Portugal está em dificuldades para cumprir a meta de, nesse período, não ultrapassar as emissões de GEE em 27 por cento sobre o valor verificado em 1990.

Fonte: Jornal Água & Ambiente, Janeiro 2008

18 de dezembro de 2007

Oportunidade de negócio

Enquanto isto: A Suécia reduziu em cerca de nove por cento as suas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2006, ultrapassando os objectivos fixados pelo Protocolo de Quioto. Os resultados foram anunciados ontem pelo Ministério do Ambiente Sueco.

8 de dezembro de 2007

Conferência Sobre as Alterações Climáticas - Bali 2007 VI

Relatório e conclusões de dia 08 de Dezembro:
Finda a primeira semana da conferência, na qual participaram até ao momento mais de 10.000 pessoas representanto as mais diversas entidades, Yvo de Boer, secretário-executivo da UNCCC destaca os seguintes aspectos:
- Existe uma vontade generalizada de todos os participantes de se encontrar um rumo para se chegar a uma solução de compromisso no que tange à prevenção da escalada do aquecimento global como factor primordial das alterações climáticas;
- Neste ponto da conferência é importante que as partes aprofundem as conclusões da primeira semana de trabalhos, procurando desenvolver os caminhos para a adaptação progressiva das medidas a implementar, as formas de transferência da tecnologia entre Estados e as capacidade construtiva (ou formas de desenvolvimento endógenas da capacidade de implemtação de medidas em estados menos desenvolvidos);
- É preciso ainda ultrapassar a "quadratura do círculo" ou seja, limar as arestas dos interesses divergentes que constituam obstáculos ao compromisso entre Estados que possam minar as bases de um protocolo pós Quioto (pós 2012);
- Nenhum compromisso será alcançado em Bali, a importância de Bali reside no lançamento das bases desse compromisso, a alcançar nos próximos dois anos, visando conseguir a implementação da redução efectiva da emissão de gases de efeito de estufa para a atmosfera entre 25 e 40% (por referência aos valores de 1990) até 2020;
- A próxima semana será fulcral para se avaliar do sucesso da Conferência de Bali.

7 de dezembro de 2007

Conferência Sobre as Alterações Climáticas - Bali 2007 V

Destaque do dia: Hoje, crianças da Europa, Austrália e Pacífico entregaram um relatório, que para chegar ao painel da conferência da UNCCC passou por cerca de 130 mil crianças, que caminharam uma distância total de 1,5 milhões de quilómetros – o equivalente a dar 36 voltas ao planeta – ao reduzir viagens que, normalmente, envolveriam a utilização de automóvel ou transportes públicos.

Relatórios e conclusões dos trabalhos de 07 de Dezembro:
- Há uma evolução positiva na discussão dos temas nos diversos painéis da Conferência de Bali;
- Chamada de atenção para a questão da mitigação do problema das alterações climáticas: é um problema global, que deve ser suportados por todos os agentes envolvidos;
- As alterações climáticas têm implicações económicas na economia global e portanto parte da solução terá de advir de agentes económicos privados;
- Haverá um grande incremento nos fluxos de investimento em áreas destinadas à prevenção das alterações climáticas;
- Os investimentos a efectuar hoje determinarão a evolução da situação da emissão de gases de efeito de estufa para a atmosfera nas próximas décadas;
- Os fundos disponíveis actualmente são claramente insuficientes para atingir quer os objectivos propostos pelo Protocolo de Quioto, quer os de um futuro tratado ou convenção a estabelecer depois de 2012;
- Há, pois, que criar condições para o desenvolvimento da criação de fundos globais de investimento através de políticas de incentivo em matéria ambiental;
- O mercado global do carbono é o instrumento primário e essencial para se atingir tal objectivo;
- Quanto maiores forem as ambições estabelecidas nesta matérias, maior a capacidade de serem gerados fundos suficientes para se atingirem os objectivos propostos;
- Claramente, o elemento-chave é a criação de uma boa engenharia financeira que permita a criação e auto-alimentação do fundo internacional para prevenção das alterações climáticas



6 de dezembro de 2007

Conferência Sobre as Alterações Climáticas - Bali 2007 IV

Relatório e conclusões dos trabalhos em 6 de Dezembro:
- Parece claro que ha países que terão de ser incluídos no grupo dos países industralizados, como sejam a China, o Brasil e a Coreia.
- Os países industrializados terão de continuar a luta contra o aquecimento global e desta feita reduzir as suas emissões de gases de efeitos de estufa entre 25 e 40% (com referência aos valores de 1990) até 2020;
- O mercado do carbono, criado pelo Protocolo de Quioto, já e global e atingiu a fasquia dos 30.000 milhões de dólares em 2006, prevendo-se um aumento ainda este ano e nos vindouros.