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7 de janeiro de 2012

Biodesign ou bioarte?



A bicicleta e a estante, dois objetos intemporais, fundidos numa peça única de urbanismo minimalista. Um belo exemplo de simplicidade e design perfeitamente conjugados e interpretados pela italiana BYografia.


10 de setembro de 2010

Strida - plano de negócios original (Mark Sanders)

Strida Mk1 (clique na imagem para ampliar)
Em 1988 adquiri a minha primeira bicicleta dobrável. Uma Strida Mk1, um desenho de Mark Sanders, que se conjugava na perfeição com o meu carro de então, um UMM Cournil, antepassado do Alter que ainda hoje encontramos nas estradas portuguesas. Na altura estudava em Lisboa, de modo que combinava a utilização de um e outro com os transportes públicos, sendo a Strida a companheira perfeita para arrumar debaixo da cama, dado que na altura dividia casa na capital.

Por vezes utilizava também o comboio nas minhas deslocações mais longas entre cidades (o UMM era um carro muito lento), de modo que no destino a Strida era o meu aliado na mobilidade em qualquer local.

Contudo, a Mk1, que ainda guardo, tinha algumas pechas, a saber: uma velocidade apenas (problemático em cidades de relevo acidentado como a Guarda, Covilhã ou Santarém), era frágil (a roda pedaleira, em plástico, estava muito exposta e frequentemente quebrava-se ao menor impacto) e os travões não eram muito eficientes. Por outro lado, o handling também não era perfeito, na medida em que as rodas pequenas e a arquitectura levantam alguns problemas de estabilidade. Acresce ainda que as nossas cidades e os passeios de arestas vivas não eram compatíveis então com o uso de uma bicicleta de roda pequena.

A Strida não teve uma vida fácil e passou por diversas vicissitudes, pelo que nem sempre foi fácil encontrar peças suplentes. Assim, com maior ou menor dificuldade, contudo, lá fui consguindo manter a Mk1 a funcionar, conseguindo resistir à tentação dos upgrades (já vai na versão 5.0 e fala-se no lançamento da versão 6.0 para 2011) até que, há um par de anos, a dificuldade em encontrar uma nova roda pedaleira e a quebra de uma peça no sistema de travagem da roda de trás remeteu a Strida para um canto da arrecadação, onde permaneceu esquecida até ontem, quando deparei com um artigo onde se dava conta da publicação do projecto inicial da Strida, feito pelo próprio Mark Sanders. E eis-me cheio de vontade de voltar a pegar na Mk1, dado que entretanto consegui começar a fabricar pequenas peças em carbono e fibras várias, que podem permitir a recuperação da minha companheira de curso.

Entretanto, caso interesse a alguém, aqui fica o artigo do Mark Sanders:





19 de novembro de 2009

Republic Bikes


Built by us & you. É assim que na Urban Outfiters anunciam a Aristotle bicycle, construída pela Republic e que, segundo a página da empresa, tem mais de 100.000 combinações de personalizações possíveis de acessórios e cores. Flip Flop fixed/free hub, fixie e coast hub são as opções disponíveis que desembaraçam o desenho da complicação de cabos de mudanças e travões. A cor dos componentes (até a corrente!) é livre e a bicicleta é enviada directamente para o cliente, que só tem de a retirar da caixa, endireitar volante e pedais para a unidade estar pronta. A este nível só conhecemos a Mission, mas a qualidade parece claramente diferente e as opções disponíveis em muito menor número. Irresistíveis em todo o caso quaisquer delas, mas como enorme mérito de se situarem numa gama de preços bastante mais baixa que o Rolls Royce das single speed, a norueguesa Alta.

15 de abril de 2009

1st European Handmade Bicycle Expo

Vagabonde Cycles
Em estreia absoluta na Europa, realiza-se entre 8 e 10 de Maio, o primeiro salão de bicicletas fabricadas à mão (EHBE ou European Handmade Bicycle Expo), no Congress-Centrum Stadtgarten, perto de Estugarda. O evento será uma réplica do NAHBS americano (North American Handmade Bicycle Show) e deverá atrair alguns dos mais conceituados artesãos europeus. Ao longo das próximas semanas tentaremos lançar um olhar sobre as produções de alguns desses artistas, que tentam conciliar a inovação com a tradição, a qualidade com a exclusividade.

Hoje o nosso olhar detem-se sobre a recente
Vagabonde Cycles (acaba de completar o seu primeiro aniversário) do francês Patrice e da sua mulher Pascale, que conseguiram conciliar a paixão ciclística com a aventura dos raides e o fabrico artesanal de bicicletas, para já em duas gamas alternativas: as bicicletas de BTT confortável em aço que não têm como único objectivo a eficácia do cronómetro e as bicicletas de (longa) viagem, ambos conceitos complementares permitindo casar na perfeição a dinâmica com a robustez.

Em termos de material, Patrice utiliza apenas o aço de alta qualidade, como os tubos Reynolds 853 ou os Columbus, os quais lhe permitem uma qualidade irrepreensível de acabamentos, expressa na foto acima. Recomenda-se uma visita demorada ao site da Vagabonde e ao seu blog, onde a interacção com Patrice e Pascale não é apenas possível como também bem-vinda.

1 de abril de 2009

Moof Cycles

A Moof Bike, desenhada por Sjoerd Smit, é uma bicicleta de desenho singular inspirada nas city bikes holandesas, mas com um design muito actual. Nela se destaca o quadro em alumínio, que integra luzes LED dianteiras e traseiras as quais se alimentam através de energia solar e devido ao design específico tornam-se mais difíceis de roubar ou danificar. A bicicleta é uma singlespeed, tem selim e punhos em pele, estando equipada com jantes de 28″, pneus Kenda Cosmos e guarda-lamas. Os travões são do tipo rear coaster.

Custa Eur 500,00 na Areaware, figurando no catálogo ao lado da inestimável Strida.

4 de março de 2009

Versabike


Versabike, by Nathan Durflinger

Imagine que várias pessoas, de estaturas diferentes, utilizam a mesma bicicleta. Ou que a bicicleta depois de ser utilizada tem de ser guardada num local de reduzidas dimensões. Ou ainda, que por vezes a um determinado utilizador lhe apetece uma utilização mais desportiva com uma posição compatível e noutras uma pedalada mais descontraída, em ritmo de passeio, ou até em deslocações urbanas ou vice-versa, à ida para o trabalho e depois no regresso a casa.

Porque estamos a pedir e pedir não custa, o ideal era que tal bicicleta, se existisse, fosse feita de materias recicláveis. Parece impossível a existência de uma bicicleta com esta versatilidade, não é verdade? Evidentemente. Mas e se existisse, que nome lhe daria? Versabike, sem dúvida, what else?

Pois bem, ainda que sob a fase de protótipo, a Versabike já existe e nasceu da pena de Nathan Durflinger. Em termos estéticos, a forma da bicicleta resulta numa vaga semelhança com a posição de uma pessoa ajoelhada e as articulações das uniões entre os corpos do quadro recordam um esqueleto revestido com tendões e músculos humanos verdadeiramente interessante. A própria articulação dos corpos da bicicleta faz-se sempre em torno da ideia de corpo humano, sendo a posição de genuflexão mais ou menos acentuada, em consonância com o estilo de pedalada que o ciclista pretende, ou o próprio tamanho deste. Um pouco mais complicado que um ovo de Colombo, mas não menos genial e útil.