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16 de julho de 2008

O Atlântico mais estreito

Thomas Coville é o novo recordman da travessia do Atlântico em solitário, num barco à vela. O percurso a efectuar em qualquer tentativa começa em Ambrose Light (Nova Iorque) e tem como linha de chegada uma linha entre Ouessant (França) e o Cabo Lizard (Grã-Bretanha) e foi percorrido em 5 days, 19 hours, 29 minutes and 20 seconds pelo maxi-trimarã Sodebo, batendo assim em cerca de 10 horas o anterior recorde de Francis Joyon, estabelecido em 2005. No final de 2008 Thomas Coville lançar-se-á à volta do globo com idêntico objectivo.

11 de fevereiro de 2008

Telegrama Groupama

O Groupama 3 conseguiu finalmente libertar-se do sistema meteorológico em que se encontrava e desceu para perto do paralelo 42º S, onde encontrou melhores condições de mar e vento que lhe permitiram manter uma média de progressão para Este acima dos 30 nós nas últimas horas. A distância virtual para o Orange 2 regressa às 450 milhas e com tendência a aumentar. Único senão: duas frentes depressionárias no Índico que podem descer para Sul e bloquear a rota do trimarã gigante. Foi entretanto escolhida uma rota a Norte para efectuar a delicada passagem pelas Ilhas Kerguelen, parte das Terras Austrais e Antárticas Francesas. Isto porque é uma zona sujeita a forte ondulação mercê da súbita elevação dos fundos ocêanicos perto da plataforma do arquipélago numa zona de águas envolventes acentuadamente profundas.

8 de fevereiro de 2008

Groupama 3, a partida do albatroz e a entrada caótica no Índico

Nos últimos dois dias o Groupama 3 perdeu imenso do avanço que detinha face ao Orange 2. Neste momento a distância reduziu-se para pouco mais de 200 milhas e tenderá ainda a diminuir nas próximas 24 horas, dado que a embarcação navegará à bolina durante umas horas, até estancar, mercê da melhoria das condições de navegação. As dificuldades foram motivadas por um anticiclone que se alojou à entrada do Índico, a sudeste do Cabo da Boa Esperança e por uma depressão girando demasiado a norte em torno da Antártida. O encontro de ambas provocou forte ondulação do mar, fazendo com que este ficasse bastante desencontrado, dificultando enormemente a progressão. No caso de um trimarã isto é tanto mais complicado quanto três cascos significam multiplicar o problema por três, com pressão e pancadas enormes em toda a estrutura de braços, mastro e velame.
Aqui podemos verificar a evolução dos centros de altas e baixas pressões ao largo da costa oeste africana, sobrepondo-se a rota do Groupama a verde.
Dois dias antes do Cabo da Boa Esperança o Groupama passou ao largo da Ilha de Santa Helena, colónia britânica e local de exílio de Napoleão Bonaparte, mas provavelmente os marinheiros não tiveram tempo de se lembrar do facto dado que tiveram de manobrar bastante, com mudanças de bordo consecutivas.
A boa notícia é que as esperanças de se atingir o recorde continuam intactas e a tripulação conseguiu acariciar o dorso de um segundo albatroz, antes de este se despedir (na imagem: Franck Proffit, chefe de quarto e leme a bordo do Groupama 3).

7 de fevereiro de 2008

Telegrama Groupama

Uma breve nota para dizer que o Groupama 3 acaba de passar o Cabo da Boa Esperança em tempo recorde. Mantém-se em avanço sobre o tempo do Orange 2, mas agora a menos de 300 milhas virtuais de distância. Voltaremos a este assunto assim que houver uma nesga de tempo.

6 de fevereiro de 2008

O primeiro albatroz do Groupama

Pode parecer pouco ou até insignificante, mas não é. No Groupama 3 acabam de avistar o primeiro albatroz, ainda no Atlântico, mais ou menos à latitude da Cidade do Cabo. Numa volta ao mundo por via marítima, significa que acaba de se entrar no imenso Sul, normalmente abaixo do paralelo 40ºS, onde o carrossel das vagas gigantes e dos ventos depressionários se encadeiam de forma infernal. E que faz um albatroz em semelhantes paragens? Nada. Mas também voa e pesca e apenas virá a terra para acasalar e procriar.

30 de janeiro de 2008

Groupama 3: recorde entre Ouessant e a Linha do Equador

Com apenas 6 dias, 6 horas e 24 minutos de tempo decorrido desde o cruzamento da linha de partida em Ouessant, na costa Atlântica francesa, o trimarã Groupama 3 acaba de cruzar a linha do Equador, passando a navegar no Hemisfério Sul. Este passa a ser um tempo de referência na volta ao mundo e o mais rápido de sempre. O Equador é um - o primeiro - dos pontos de controlo e referência de tempo de entre os vários ao longo do percurso. Próximo encontro: Cabo da Boa Esperança, depois da delicada curva que aproximará o Groupama das costas brasileiras, numa rota peculiar inaugurada pelos navegadores portugueses para contornar o anticiclone de Santa Helena e assim aproveitar os melhores ventos para negociar a entrada no Indico Sul.
Aqui pode verificar a comparação entre o percurso feito até ao momento pelo Groupama 3 e o actual detentor do recorde, o catamarã Orange 2 de Bruno Peyron, em 2005. Há quase 500 milhas de diferença entre um e outro à passagem pelo Equador, a favor do primeiro.

24 de janeiro de 2008

Ocean-Express, um novo recorde

E porque de recordes à vela se falou recentemente, Benoît Lequin e Pierre-Yves Moreau conseguiram, em Dezembro, bater o recorde da travessia do Atlântico entre Dakar, no Senegal e Point-a-Pitre, na Ilha de Guadalupe, a bordo do Ocean-Express, um catamarã de 20 pés não habitável, inspirado na filosofia do cruzamento entre um F20 de competição e um camping-dayboat familiar.

20 de janeiro de 2008

Missão cumprida! Parabéns Francis.


Pela segunda vez, Francis Joyon inscreveu o seu nome no livro de recordes, como o homem a efectuar a circum-navegação à vela mais rápida do planeta, em solitário. É uma proeza ao nível da escalada do Evereste sem auxílio. Recorde pulverizado. A Terra está, decididamente, cada vez mais pequena. 14 dias, neste caso.

18 de janeiro de 2008

Francis Joyon

Com 58 dias decorridos desde o início da sua circum-navegação, o francês Francis Joyon está a cerca de 800 milhas do final do seu percurso à volta do mundo, em solitário, à vela, a bordo do trimarã IDEC. O objectivo é bater o recorde do percurso, pertença da britânica Ellen Mc Arthur desde há dois anos, com 71 dias 14 horas e 18 minutos. Ao largo do Cabo Finisterra, quase com Brest - ponto de chegada - à vista, tudo se parece conjugar para uma quebra enorme do recorde estabelecido por McArthur.

Aqui, vamos acompanhar os últimos momentos do percurso de Joyon.